Sermig

Regra do Sim


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Os dons de Deus só podem ser vividos
pela constante renovação da sua Graça em nós.
Sem isso, eles se perdem.
A rotina ou a lei colocadas no lugar do Espírito
mataram muitas vocações,
apagaram muitos sonhos.
A rigidez frequentemente se tornou estrutura
e esta se tornou escândalo.
Mesmo nós, chamados pelo Senhor,
se não O amamos de todo o coração
e não nos amamos entre nós
com amor paterno e materno,
filial e fraterno,
podemos entrar nesta rotina:
ter simplesmente uma etiqueta
e não mais o coração.
A história nos coloca em guarda
contra esse risco.
Maria, com a sua maternidade,
não se renderá, para que os dons de Deus
estejam sempre vivos em nós
segundo a palavra de Jesus.
O Espírito Santo, que é amor
e que recria e faz novas todas as coisas,
nos guiará para sermos em todos os momentos
aquilo que Deus quer.
O sim total e sem condições,
pode dar frutos todos os dias,
e nos pode levar a fazer coisas maiores do que as que Ele fez,
não porque somos bons,
mas porque a nossa pobreza
a cada momento encontra a Graça.
Amados, amamos,
perdoados, perdoamos,
compreendidos, compreendemos,
consolados, consolamos,
porque a ternura de Deus está em nós.
Com a mesma ternura
com a qual Deus nos envolve,
nós envolvemos os nossos irmãos
para ajudá-los a encontrar Deus,
o sentido da vida,
de maneira que ninguém, ao se aproximar,
se sinta perdido.
Terminando estas páginas,
sinto crescer uma profunda nostalgia.
É a nostalgia por todas as minhas filhas
e por todos os meus filhos dispersos pelo mundo.
A maior parte deles não sabe ainda
que um dia baterá
à porta de um Arsenal
e dirá: “Quero doar-me a Deus”.
Eles não o sabem,
Deus o sabe, eu o sinto.
E já os amo com coração de pai.

“Que o vosso amor seja sem hipocrisia, detestando o mal e apegados ao bem; com amor fraterno, tendo carinho uns para com os outros, cada um considerando os outros como mais dignos de estima. Sede diligentes, sem preguiça, fervorosos de espírito, servindo ao Senhor, alegrando-vos na esperança, perseverando na tribulação, assíduos na oração, tomando parte nas necessidades dos santos, buscando proporcionar a hospitalidade.” (Rm 12,9-13)