Sermig

Tu quiseste o lugar de último, de prisioneiro, de estrangeiro...

Pai, nesta semana nos fazes conhecer o teu amor
como nunca teríamos imaginado.
Ninguém poderia imaginar que o amor pelos teus filhos
se tornaria sangue, insultos,
crucificação do teu Filho, de uma parte de Ti.

Como te dizer obrigado por este amor imenso
que se fez como nós,
que se deixou zombar e insultar,
permanecendo sempre fiel?
Somente nas entranhas, somente na alma
posso tentar compreender esse ato de amor.

Apenas na alma posso ousar te dizer:
Eu te amo! Eu te amo! Eu te amo!
Apenas na alma posso ter certeza
que no “eu te amo” que repito
está a minha vida que muda,
que quer se tornar tua, tua e somente tua.
Apenas na alma posso compreender
que Tu quiseste o lugar de último,
de prisioneiro, de estrangeiro, de faminto.
Somente na alma posso te dizer
agora com mais convicção:
Meu Deus, Tu és meu tudo! Eu te amo!

Ernesto Olivero