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Ícone da MÃE DE DEUS das TRÊS MÃOS...

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A palavra ÍCONE deriva do grego eikón que significa “imagem”. Os ícones – representações de Jesus Cristo, da Virgem e dos santos venerados pela Igreja – não representam o mundo natural, terreno, mas sim o mundo espiritual e têm como finalidade auxiliar na oração, no relacionamento com Deus. Neste sentido, não são simplesmente uma obra de arte.

A iconografia é uma arte sagrada, espiritual, praticada através de técnicas especiais desenvolvidas no curso de vários séculos como, por exemplo, a “perspectiva invertida”: ao contrário do que ocorre na pintura clássica, onde o ponto de fuga está na linha do horizonte, no ícone o observador é situado no ponto de fuga das linhas, como se o ícone fosse uma janela aberta para o mundo divino, vislumbrado a partir da perspectiva daquele que reza diante dele.

Entretanto, essa janela só estará aberta para aqueles que tiverem uma visão espiritual, que é concedida por Deus e crescerá e se desenvolverá enquanto a pessoa crescer espiritualmente. O sentido mais amplo deve ser encontrado na alma do espectador. Os ícones são, assim, um meio de entrar na tranquilidade do coração onde Deus pode ser tudo em todos e todas.


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MÃE DE DEUS

Na iconografia de Maria, chamada na ortodoxia de a "Mãe de Deus", ocupa um lugar privilegiado a imagem da Odighitria, palavra grega para dizer: “Aquela que mostra o Caminho”. Nesse tipo iconográfico, a Mãe de Deus indica o menino, que é o Caminho, a Verdade e a Vida.


TRÊS MÃOS


Característica singular desse ícone é a representação de uma terceira mão. A devoção à Virgem das Três Mãos nasceu de um ícone da Mãe de Deus que teria intercedido em um milagre alcançado por São João Damasceno, no século VIII, ainda durante a luta iconoclasta.
MARIA MÃE DOS JOVENS Arsenal da Epsreança_detalhe3Considerado o último dos Santos Padres Orientais, Damasceno passou sua vida sob o governo de um Califa muçulmano. Diz a tradição, que enfurecido por uma mentira que tornava João Damasceno um conspirador do governo, o Califa se sentiu traído e, por isso, ordenou que lhe cortassem a mão direita. João Damasceno rezou com toda fé diante do ícone da Mãe de Deus e no dia seguinte, a mão estava recolocada no lugar. Como prova de sua gratidão, ele pendurou uma mão de prata no ícone e mandou pintar um novo com esta mão votiva. Assim surgiu o ícone da “Mãe de Deus das Três Mãos” e sua devoção. Ao longo dos tempos o seu culto se difundiu e muitas cópias surgiram nos mosteiros e igrejas cristãs do Oriente.

(*) Fonte consultada: http://blog.unavocebrasil.org/2012/01/icones-uma-janela-para-o-mundo-divino/