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A história de MARIA MÃE DOS JOVENS
MARIA MÃE DOS JOVENS Arsenal da Epsreança_web

O Ícone original encontra-se no Arsenal da Paz de Turim (Itália), na igreja dedicada a "Maria Mãe dos Jovens".

 

A história de Maria Mãe dos Jovens é inseparável da história do SERMIG - Fraternidade da Esperança.

O SERMIG foi fundado em 1964 por dois jovens recém-casados, Ernesto Olivero e Maria Cerrato, para realizar o sonho de derrotar a fome no mundo. No início, eram um grupo de jovens que se reuniam para falar de paz, rezar e encontrar formas de arrecadar recursos para ajudar missionários de diversos grupos espalhados pelo mundo.

Aquele sonho foi crescendo… Dia após dia, tornou-se escolha, compromisso e estilo de vida para os que se aproximavam e se dispunham a ajudar. No dia 2 de agosto de 1983, depois de muitos anos de perseverança no trabalho pela paz e de crescimento na oração e no diálogo com pessoas de boa vontade, Ernesto Olivero e seus amigos receberam a autorização para entrar nas instalações do antigo arsenal militar de Turim. O local estava em ruínas, mas eles sentiam que estavam entrando em uma profecia: transformar um lugar de guerra em um lugar de paz.

MARIA MÃE DOS JOVENS Arsenal da Epsreança_tecido

Aquele local passou a se chamar Arsenal da Paz, e o trabalho cresceu mais ainda. Hoje, o SERMIG - Fraternidade da Esperança e seus amigos já realizaram cerca de 3.400 projetos de desenvolvimento em 92 países e promoveram mais de 77 ações de paz em países em guerra, como Líbano, Somália, Ruanda, Moçambique, Iraque, Israel, Palestina…

Outras casas foram abertas depois: o Arsenal da Esperança, no Brasil, e o Arsenal do Encontro, na Jordânia. Nos Arsenais, a Fraternidade da Esperança oferece acolhida, alimento, visitas médicas, cursos profissionalizantes e muito mais, dando mais de 10 mil respostas por dia aos pedidos de quem bate à nossa porta.

clique para ampliarTrabalhando em contato com diferentes realidades, os amigos do SERMIG começaram a perceber que a pobreza maior do nosso tempo não é apenas a material e econômica, mas sim a moral, a espiritual, uma pobreza de ideais, de sentido, de valores… E que os jovens herdam essa pobreza dos adultos e se tornam as suas maiores vítimas. Ernesto Olivero começou a usar uma expressão muito dura: os jovens são os “mais pobres entre os pobres” e precisam de uma proteção especial.

Ao compromisso do SERMIG de lutar pela paz e contra a fome no mundo juntou-se outro grande desafio: abrir as portas dos Arsenais aos jovens, para que eles pudessem oferecer algo de si, como tempo, capacidades, bens materiais e espirituais... E também para que pudessem aprender e compartilhar um novo estilo de vida: o de dizer “CONTA COMIGO” para construir um mundo de paz para todos, “não só para mim”.

O propósito da Fraternidade da Esperança, de se dedicar cada vez mais aos jovens, foi confirmado por vários amigos e mestres de vida, como Dom Helder Camara, gigante da Igreja, que no dia 8 de dezembro de 1986 enviou uma carta apelando à “imaginação criativa” de Ernesto Olivero para “encontrar sempre novos compromissos para os jovens.” Alguns anos depois, Madre Teresa de Calcutá reforçou esse convite em uma carta: “Ernesto, nós devemos levar conosco Maria e, com ela, ir à procura das crianças e dos jovens e reconduzi-los para casa”.

Essa crescente atenção dada aos jovens nas atividades começou a se unir também à predileção por eles na oração. No dia 4 de novembro de 2000, Ernesto Olivero escreveu uma oração dedicada a Maria Mãe dos Jovens, um texto que num primeiro momento quase se perdeu em meio a muitos outros escritos por ele, mas que mais tarde seria escolhido para um encontro especial... 

No dia 22 de dezembro de 2000, a Fraternidade da Esperança teve a grande alegria de organizar, em Roma, na Sala Paulo VI, o “Jubileu da Paz”.

O Papa João Paulo II, recebendo em audiência dez mil jovens ligados ao SERMIG, ao ouvir a oração a Maria Mãe dos Jovens compartilhou seu amor por Nossa Senhora e permitiu que ela fosse chamada com esse novo nome. A partir daquele dia, ela se tornou a invocação cotidiana da Fraternidade da Esperança, que passou a recordar todos os jovens do mundo com estas palavras: 

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Essa caminhada continuou... No dia 3 de fevereiro de 2006, Ernesto Olivero foi recebido, em Roma, pelo Santo Padre Bento XVI. Apresentando-lhe a história e os sonhos da Fraternidade da Esperança, Ernesto lhe entregou também a oração dedicada a Maria Mãe dos Jovens. O Papa a leu e manifestou sua aprovação pondo a sua assinatura ao lado da de João Paulo II. Emocionado, Ernesto pediu ao Papa um presente: que aquela invocação pudesse ser acompanhada por um rosto de Maria que também pudesse ser chamado de “Mãe dos Jovens”. O Santo Padre abençoou essa inspiração.

Começou assim uma nova aventura... O pensamento voltava-se, de vez em quando, para a busca daquele rosto. Ernesto sentia que a imagem deveria vir da Rússia, como sinal de amizade e de união com o mundo ortodoxo... Mas tudo isso permaneceu guardado em oração.

Mais uns meses se passaram... Ernesto estava novamente em Roma, onde tinha um compromisso com um amigo de longa data. Nessa ocasião, resolveu compartilhar com ele a história da Mãe dos Jovens e, de repente, perguntou-lhe: “Você poderia me dar um ícone russo com o rosto de Maria?”. Ele ficou surpreso, também por ser declaradamente ateu, mas deixou-se envolver pela história e, sem muitas palavras, prometeu encarregar-se daquela tarefa.

Em 29 de junho de 2010, Festa de São Pedro e São Paulo, Ernesto recebeu, finalmente, uma ligação em que aquele amigo lhe comunicava que um ícone com um rosto dulcíssimo de Maria tinha chegado da Rússia. O ícone, do século XIX, mostrava uma Nossa Senhora que trazia nos braços o Filho de Deus. Ela apresentava uma particularidade: a de possuir três mãos. Aquela terceira mão – ligada ao milagre de São João Damasceno – era como um sinal de esperança. Ernesto pensou: “São necessárias mais de duas mãos para receber e abraçar os jovens e as pessoas cansadas e abatidas do nosso tempo”.

MARIA MÃE DOS JOVENS Arsenal da Epsreança_Bento XVI e Ernesto OliveroFinalmente, no dia 15 de agosto de 2010, Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, em CastelGandolfo, o Papa Bento XVI autorizou a Fraternidade da Esperança a referir-se àquele ícone da Mãe de Deus das Três Mãos como Maria Mãe dos Jovens.
Mais recentemente, as palavras do Arcebispo de Turim, Cesare Nosiglia: “Desejo que o Ícone da Mãe de Deus das Três Mãos e a oração que o acompanha tornem-se familiares àqueles que o Senhor chama a participar da vida e da missão que a Fraternidade da Esperança realiza em muitas partes do mundo... (Turim, 03/12/10)” e as palavras do Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer: “A invocação ‘Maria Mãe dos Jovens’ é oportuna e adequada para promover a nova evangelização e para despertar nos jovens um profundo afeto pela Mãe de Cristo e Mãe dos cristãos... (São Paulo, 23/08/12)” encorajaram a Fraternidade da Esperança a levar essa devoção a muitos jovens no mundo todo.

Em julho de 2013, na JMJ do Rio de Janeiro, Maria Mãe dos Jovens foi apresentada para a juventude do mundo todo. Em 2 de agosto do mesmo ano, foi realizada pela primeira vez a “Marcha da Esperança” nas três cidades em que se encontram os Arsenais ‒ Turim, Madaba e São Paulo ‒ para agradecer a Deus pela oração e pelo ícone da Mãe de Deus que os jovens do mundo podem reconhecer como a mãe deles. A Fraternidade da Esperança iniciou assim a tradição de uma marcha com Maria Mãe dos Jovens, para confiar a ela, todo dia 2 de agosto (data da entrada da Fraternidade da Esperança no antigo arsenal de guerra da cidade de Turim, em 1983) os jovens e as pessoas do mundo todo, especialmente das regiões da cidade que todo ano serão visitadas.

No dia 5 de outubro de 2013, o Papa Francisco conheceu a oração a Maria Mãe dos Jovens e também colocou nela a sua assinatura.