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A Festa de Casaluce prossegue na dança da vida

Uma festa que não é apenas o evento do mês. É mais uma etapa da caminhada. A 117ª Festa de Nossa Senhora de Casaluce produziu tanta coisa boa e continua na vida da comunidade e dos participantes. Hoje e sempre.

É preciso de pouco para fazer uma festa. Mas para organizar uma festa bonita e singela é necessária muita dedicação e empenho seja da famosa “Equipe de Festa” como de toda a comunidade. E quando se trata de uma comunidade pequena como a da Paróquia de Nossa Senhora de Casaluce, até a Nossa Senhora “tem que fazer a própria parte”. E nesse ano, não foi diferente!

Esta foi a segunda Festa Italiana de Casaluce que ajudei a organizar. Na verdade, posso considerá-la como se fosse a primeira, pois no ano passado cheguei na paróquia de última hora e sem nenhuma experiência para uma festa deste tamanho. Confiei na Equipe, trabalhamos juntos e deu certo. Neste ano resolvemos arriscar ainda mais: “Vamos fazer a cantina no meio da rua? Quanto será que vai custar? Vamos montar 10 caixas no salão? Será que a escola de Samba Colorado do Brás vai aceitar o nosso convite? Temos força para atrairmos novos voluntários?”

Apostamos na festa deste ano não apenas como a mais antiga e tradicional festa italiana da cidade de São Paulo, mas também como a mais singela, gentil e acolhedora, simples no visual e realizada graças à gratuidade de voluntários e amigos novos e antigos.

E Nossa Senhora, como sempre, fez a sua parte! Percebemos isso “ao vivo e a cores”, durante a festa e agora, revendo as muitas fotos e vídeos realizados e postados nos dias do evento, fica evidente – para quem tem olhos pra ver – como a Madona de Casaluce esteve lá, ao nosso lado, o tempo todo!

Trabalhando e vivendo no meio de um evento tão intenso, fica difícil fazer uma avaliação objetiva, mas se fosse um drone invisível andando pela festa poderia dizer que apesar do cansaço, das dificuldades normais que se enfrentam entre as pessoas, das horas de chuva forte trabalhando no meio da rua, vi muitos sorrisos e palavras de gratidão entre nós. Vi gratuidade, restituição, serenidade e alegria, mesmo quando o serviço se tornava um desafio. Quer pelas filas enormes a serem atendidas, quer pelo enorme trabalho realizado nos bastidores. Percebi o nosso crescimento. Senti isso também na maioria dos nossos parceiros que sem dúvida contribuíram para o sucesso da Festa.

Tudo isso foi verdadeiramente comovente quando, nas últimas horas da festa dançamos, como manda a tradição, com a imagem da Madona di Casaluce carregada no andor. Eu tinha, dentro de mim, o desejo grande de dançar com cada um dos paroquianos, voluntários, amigos! Envolvido pelas notas de Funiculí funiculá me senti com as mesmas forças de Davi e Salomão ao dançaram diante do Senhor. Na realidade, antes de começar a dançar, todas as minhas forças já tinham acabado, mas o desejo de ser uma única dança com todos, com Maria e com Deus, fez a alegria se regenerar e multiplicar nas minhas veias. Pulamos, brincamos, rodamos, batemos panelas e tampas, dançamos de alegria verdadeira!

Continuo e continuarei dizendo que a nossa festa foi singela e o nosso dançar foi contagiante, assim como contagiante foi a nossa acolhida às milhares de pessoas que vieram e participaram. É este o principal objetivo de uma festa como a nossa: agradecer Nossa Senhora pelas suas intercessões, por nos ajudar a aumentar a sinergia entre nós. Como comunidade e no bairro, acolher com alegria e, somente por último, conseguir um bom resultado econômico para as necessidades da nossa paróquia. Acredito que conseguimos muito mais que isso!

Agora temos um ano inteiro para continuar a nossa festa na vida da comunidade. Com o mesmo espírito e os mesmos objetivos para crescermos sempre. Assim como na economia, quem não cresce regride e perde oportunidades. O próximo ano vamos arriscar mais, acreditar mais, sabendo que tudo isso é feito na Presença de Deus, com o “paraquedas” de Deus! Que Nossa Senhora de Casaluce continue nos abençoando e protegendo sempre! Amém. E viva Nossa Senhora de Casaluce!!!

Quero agradecer, de coração aberto, todos aqueles que se colocaram à disposição para que a nossa festa pudesse alcançar esses resultados. Quero agradecer todos aqueles que viveram esta festa como um mês de retiro, mergulhando de coração e de cabeça como “um só coração e uma só alma”. E quero agradecer com a mesma intensidade também aqueles que nos ajudaram até mesmo por um só momento, com um gesto, uma palavra, uma oração ou uma pequena oferta. Qualquer ajuda foi indispensável.

É fundamental que ninguém julgue ou se sinta julgado, mas que todos agradeçam e admirem quem doou um pouquinho do próprio tempo assim como quem o doou muito. Sem eles, voluntários, patrocinadores e amigos, não haveria festa. Tudo é motivo de reconhecimento recíproco e agradecimento a Deus.

Queria aqui fazer uma lista com todos os que nos ajudaram, mas com certeza esqueceria de alguém. Então lembrarei somente de alguns, mas sintam-se citados e agradecidos, um a um, pessoalmente. A rede de TV Globo, sem a qual a divulgação da Festa não teria o alcance que conseguimos; Dom Eduardo Vieira dos Santos, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Sé, pai e amigo, que sempre nos honra com a sua presença e nos acompanha com atenção e carinho em nossas lutas e progressos; todos os paroquianos e voluntários – entre eles quero mencionar a Solange Victorino, que no período da festa teve que se afastar algumas vezes por causa da irmã muito doente mas que sempre ficou perto do nosso coração. Obrigado, de coração, a todos!

Pe. Lorenzo Nacheli, administrador paroquial