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15.000 km para estar ali...

clique para ampliarNo dia 4 de outubro de 2014, em Nápoles, na Itália, aconteceu o 4º Encontro Mundial dos Jovens da Paz promovido pelo SERMIG - Fraternidade da Esperança: aproximadamente 45 mil jovens se reuniram na Praça do Plebiscito para despertar a própria consciência. Entre eles, um grupo de jovens de verde e a amarelo se destacava...

1º de outubro de 2014. Despertador programado para dar tempo de preparar bem as malas, encontro marcado às 23h30 no Arsenal da Esperança, transporte com uma van até o aeroporto de Guarulhos, partida às 3h da madrugada para Istambul. No aeroporto turco, doze horas de espera para pegar o voo para a Itália... Para o grupo de jovens paulistas, amigos do Arsenal da Esperança, essa espera é a oportunidade de pensar com um pouco de ansiedade no grande encontro que os aguarda, o 4º Encontro Mundial dos Jovens da Paz.

clique para ampliarOs jovens – seria melhor dizer “as jovens” (seis em sete) – se conhecem bem porque quase todos estão entre aqueles que começaram, junto ao SERMIG - Fraternidade da Esperança e à Paróquia Nossa Senhora Aparecida dos Ferroviários, uma iniciativa chamada “A Praça”, que desde fevereiro de 2013 vem transformando a pequena capelinha dos ferroviários e os espaços adjacentes, no bairro paulistano Bresser-Mooca, em um ponto de encontro semanal para as crianças, os jovens e todas as pessoas de boa vontade. Alguns deles já participaram da JMJ do Rio de Janeiro, mas agora está para se realizar uma outra etapa importante para a história desse pequeno grupo disponível para fazer coisas grandes, como enfrentar uma viagem de quase 15.000 km para estar na Praça do Plebiscito, em Nápoles, na Itália.

clique para ampliarA preparação pela qual esses jovens passaram para ir ao encontro de Nápoles foi significativa. Primeiro, a redação de uma “Carta dos jovens à consciência”, um documento que foi fruto de uma grande reflexão sobre as mudanças que desejam ver no mundo e em cada pessoa. Depois, o esforço criativo para conseguir arrecadar os recursos necessários para pagar a viagem, um sonho quase impossível que se tornou realidade também graças à ajuda providencial de algun amigos e voluntários do Arsenal da Esperança.

E assim, em Nápoles, entre os cerca de 45 mil jovens participantes, nas primeiras filas perto do palco, estavam também eles, facilmente reconhecíveis pelas suas camisetas verdes com a escrita em amarelo “Il mondo cambia se cambio io. Comincio io”, que em português significa “O mundo muda se eu mudar. Começo eu”. Não era apenas uma frase de efeito: também a escolha dessas palavras é fruto de um amadurecimento que viveram juntos e que o encontro de Nápoles certamente reforçou, como afirma Carina, uma das jovens participantes:

clique para ampliar“Uma das coisas que mais me chamaram atenção no encontro de Nápoles foi presenciar a praça se enchendo de jovens, pouco a pouco, vindos de diferentes partes da Itália, do Oriente Médio, do mundo inteiro. Jovens que não foram atraídos por grandes ações de propaganda,por marketing sobre produtos tecnológicos ou por grandes artistas internacionais. Jovens que se prontificaram a refletir sobre sua própria consciência, seus atos e como isso gera impacto sobre a sociedade em que vivem. Os momentos de alegria e agitação, intercalados com momentos de profundo silêncio e reflexão (SIM! Momentos de total silêncio!), nos permitiram verificar que, infelizmente, os problemas do ‘nosso cotidiano’ se repetem mundo afora, aparentemente sem uma solução visível ou fácil de ser adotada, mas que esses mesmos problemas podem encontrar uma solução a partir da nossa vontade, se nós começarmos a mudar!

Como refletimos nA Praça, a consciência é algo extremamente pessoal, mútavel somente a partir da própria vontade. Dessa maneira, o exercício de reflexão iniciado no dia 4 de outubro é um grande passo para os jovens que se permitiram a esse desafio. Uma vez li que ‘a realidade é feita de sonhos’. Essa frase define um pouco minha sensação diante do encontro e das milhares de jovens consciências que foram despertadas.”

clique para ampliarCarina, Ariana, Carla, Fernanda, Lívia, Wemerson, Cecília e todas as crianças, os jovens e os amigos brasileiros que eles representaram em Nápoles e depois em Turim – onde passaram alguns dias no Arsenal da Paz, do qual haviam ouvido falar tantas vezes – levam para casa não apenas a lembrança inesquecível de cada lugar, de cada momento de encontro, de oração e de troca cultural... Eles levam para casa principalmente a consciência de que não estão sozinhos a nadar contra a corrente e já sonham em, um dia – por que não? –, organizar um Mundial dos Jovens em São Paulo, no Brasil. Preparem-se vocês também!


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foto: Sermig