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A PRAÇA da Sé “EM SILÊNCIO PELA PAZ”

clique para ampliarPraça da Sé, sábado (27/9), 10 horas da manhã. À frente da imponente catedral, que tudo observa, muitas coisas acontecem. Um grupo bem organizado se prepara para uma festa chinesa. Um boneco gigante dança representando um candidato político enquanto os que estão com ele distribuem panfletos. Os pregadores de sempre estão espalhados aqui e ali. Os muitos moradores da praça também. Logo vai chegar o senhor daquela turma que sempre coloca cartazes perto do marco zero. E, ainda por cima, muitos estão na expectativa do comício político que está acontecendo em uma caminhada pelas ruas do centro e que vai terminar exatamente naquele lugar.

clique para ampliarComo chamar a atenção no meio de tudo isso? Precisaria gritar muito, e muito alto! Ou bastaria fazer silêncio...

Chegamos ali com medo. A nossa proposta era muito simples: levamos cadeiras e almofadas, e convidamos as pessoas a se sentar e a fazer alguns momentos de silêncio pela paz, enquanto liam um apelo à consciência escrito por jovens. Quem prestaria atenção a isso? E se ninguém aparecesse? E se ninguém parasse? Não precisávamos de multidões... Cada pessoa atingida teria, para nós, o valor do mundo inteiro. Mas será que atingiríamos alguém?

clique para ampliarNossos medos logo desapareceram. Bastou montar o espaço e as pessoas começaram a aparecer. Poucas daquelas que convidamos, é verdade. Porém, por incrível que pareça, em meio a todos os estímulos e propostas daquela praça, um número significativo de pessoas que passavam por ali pararam para participar justamente do nosso encontro!

clique para ampliarMulheres que estavam acompanhando um grupo em visita à catedral. Três amigos nordestinos buscando uma nova oportunidade em São Paulo e impressionados com a frieza da metrópole. Moradores da praça. Um jovem pai levando o filhinho para passear. Uma senhora que foi sozinha à Praça da Sé pela primeira vez na vida para participar do comício político, à procura de alguém ali que pudesse ajudá-la em uma grande injustiça que sofreu, e que na nossa carta e nos nossos ouvidos encontrou consolo. Transeuntes, passando por ali a passeio ou a caminho do trabalho. Além, claro, dos poucos e queridos amigos que aceitaram o nosso convite, se deixaram comover pela carta e nos ajudaram a atender as outras pessoas.

clique para ampliarUma de nossas jovens, que ajudou a escrever o apelo à consciência, depois do encontro disse que jamais poderia imaginar “ver pessoas nos dia de hoje pararem para ler uma carta na rua”. Outra ficou impressionada ao ver as pessoas se emocionando.

Não contamos quantas pessoas pararam ali para ler o nosso apelo. Como já dissemos, cada pessoa atingida teria para nós o valor do mundo inteiro. Estamos felizes porque, na nossa tentativa de mudar o mundo, conseguimos nesta manhã tornar mais bonito o mundo delas. Pudemos ver isso em seus olhos. E que valor enorme isso tem para nós!

clique para ampliarSe você não foi, ainda dá tempo de ler a “Carta dos jovens à consciência”. Não guarde a mensagem só para você: compartilhe e divulgue! Ainda há muitos “mundos” por aí esperando por uma mudança!

*Em sintonia com o 4o Encontro Mundial dos Jovens da Paz – Encontro com a Consciência, que acontecerá em Nápoles no dia 4 de outubro de 2014.