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APOSTAMOS NOS JOVENS

Para que não tenham medo de mudar a si mesmos e o mundo.

Hoje 100.000 pessoas morreram de fome; amanhã morrerão outras 100.000, e assim no dia seguinte, mesmo que vivamos em um mundo que poderia dar comida para 30 ou 40 bilhões de pessoas.

Hoje centenas e centenas de jovens se deixaram morrer pela droga ou ainda escolheram o suicídio, e amanhã esse número aumentará.

Hoje muitos jovens, muitas crianças têm um compromisso com a morte. Um míssil inteligente se abaterá sobre a casa deles, uma bomba carregada de ódio os fará explodir, junto a quem acredita que, com aquele gesto, está cumprindo um ato de justiça.

Hoje muitas crianças serão treinadas como soldados para a guerra, outras serão sequestradas e exploradas para o prazer dos adultos ou vendidas por seus órgãos. E quantas nem mesmo nascerão, rejeitadas desde o início de sua vida...

Na minha vida, aquilo que fiz, o fiz porque fiquei comovido e decidi não me render ao mal. Não fiz grandes projetos, grandes programas. Dei um passo por vez e entendi que as coisas mudam, agora, não amanhã, mudam comigo.

Querido jovem, hoje é preciso você para mudar o mundo; é preciso a sua comoção, o seu tempo, os seus sonhos... Eu aposto em você, porque as coisas mudam comigo, com você, que acreditamos e não nos rendemos ao mal.


Aposto nos jovens que não se resignam nem a uma única morte por fome, por suicídio, por droga. Aposto nos jovens que querem transformar a comoção e os sonhos em atos de paz, em perdão, em diálogo, em desenvolvimento.

Jovens que querem um mundo onde a consciência de cada um seja respeitada e a busca pela verdade não seja impedida a ninguém.

Jovens que não têm medo de nada, que são capazes de ficar com raiva, de indignar-se perante o mal sem a violência que alimenta outra violência. Aposto naqueles jovens que sabem “colocar as mãos na massa” para construir um mundo melhor partindo de suas vidas. Jovens que escolhem a esperança.

Ao nosso redor estão dois bilhões de pessoas que “não contam nada” porque não têm voz e nos pedem para mudar este mundo.

Precisam de comida, de casa, de trabalho, de cuidados médicos. Precisam disso agora, antes que a morte pela fome e a indiferença de muitos as levem embora. O mundo de hoje quer nos fazer acreditar que é impossível mudar. Isso é um engano!

Em uma das épocas mais difíceis, juntos podemos esperar um futuro de paz. É o compromisso da nossa vida com a história.

Jovem amigo, dê o seu nome à paz não somente com as palavras.

Ernesto Olivero