Buona Giornata

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CF 2014: “O que temos a ver com esse tráfico?”

clique para ampliarLembrar que tudo vem de Deus e que tudo tem que voltar a Ele é o centro da nossa fé como cristãos. Somos criaturas e precisamos continuamente de conversão.
De qualquer conversão?
Não, daquela que acredita profundamente na promessa do Evangelho.
Quando na missa de quarta-feira de cinzas recebemos as cinzas, voltamos o nosso olhar à nossa vida, começamos uma revisão, um “escavar” o nosso ser cristãos e o nosso ser comunidade que, ainda que precise ser feito todos os dias, tem no Tempo de Quaresma o seu momento mais propício.

A comunidade do Arsenal e a comunidade da Paróquia Nossa Senhora Aparecida dos Ferroviários há vários anos celebram juntas essa etapa importante da caminhada da Igreja rumo à Páscoa. Sentimo-nos Igreja que quer caminhar seguindo as indicações do Evangelho. Nada mais que isso. Somos cristãos que querem ser o sal da sociedade e que por isso não têm medo de se reconhecer pequenos frente a Deus, mas que ao mesmo tempo denunciam o que não funciona e são sinal de mudança, não somente com as palavras, mas com uma vida vivida plenamente em Deus. Esse é o caminho que queremos percorrer nesta quaresma para depois ressuscitarmos com Jesus na Santa Páscoa. Este é o nosso destino: a ressurreição.

clique para ampliarNesse contexto se insere, neste comecinho de quaresma, também a reflexão da Campanha da Fraternidade, que em 2014 é sobre o tráfico humano. Podemos pensar: “O que temos a ver com esse tráfico?”. Mesmo parecendo à primeira vista um tema que não nos atinge, se abrirmos bem os olhos e a mente perceberemos que ele está muito presente na nossa vida. Na verdade, as pessoas escravizadas ou semiescravizadas estão presentes nas nossas ruas, nos nossos bairros. Nós as encontramos todos os dias, adquirimos mercadorias e produtos tão baratos que está na cara que são produzidos por elas – sem falar nos produtos não tão baratos cuja procedência não podemos confirmar. Conhecemos pessoas vítimas da droga e da prostituição. Muitas são invisíveis, não podem sair das próprias fábricas clandestinas, dos bordéis escuros; outras são anônimas constrangidas em tráficos ilegais. Na homilia da quarta-feira de cinzas, o Padre Marcelo deixou bem claro: “Essas pessoas não estão longe de nós, é só olhar nas nossas ruas!”.

clique para ampliarTambém a Fraternidade do Arsenal quer discutir sobra o tema da Campanha. Muitos dos nossos acolhidos são vítimas que se libertaram da escravidão, de situações às quais eram obrigados ou constrangidos.
Muitos se libertaram para sempre, outros só por um tempo. Nos encontros de oração das terças-feiras procuraremos orar principalmente por eles, escutaremos testemunhos, conversaremos com amigos e convidados.
Não queremos falar de coisas teóricas; queremos dar visibilidade a quem é invisível, e passar a seguinte mensagem (simbolizada, no nosso cartaz, pelo labirinto onde todos chegam à liberdade): todos nós – todos mesmo! – somos “feitos para ser livres”! Os nossos encontros não vão resolver de uma vez o problema do tráfico humano, nem fazer que todos os traficantes de pessoas se convertam de uma vez...
Mas com certeza espalharemos um pouco de luz em nossa vida e na daqueles que nos conhecem.

Não quero ser um herói

clique para ampliarEm entrevista ao jornal italiano “Corriere della Sera” publicada nesta quarta-feira (5/3), o Papa Francisco afirmou que quando o descrevem como uma espécie de super-homem lhe parece ofensivo. “Eu gosto de estar com as pessoas, junto com os que sofrem, ir às paróquias. Eu não gosto das interpretações ideológicas, uma certa mitologia do papa Francisco. Quando dizem, por exemplo, que saio à noite para alimentar as pessoas que estão na rua. Nunca me veio à mente. O Papa é um homem que ri, chora, dorme e tem amigos, como todos. Uma pessoa normal.”

Que bonito! Uma pessoa normal pode fazer coisas grandes, mas tem que deixar a esperança entrar na própria vida...

Uma pessoa normal...

clique para ampliar Não quero ser um herói, considerado como alguém que faz coisas especiais; não tenho mais coragem do que a da maioria das pessoas que conheço. Quem me enxerga corajoso ou fora do comum porque eu deixei um mundo melhor ou porque escolhi renunciar a construir uma família minha não somente está errado como também elimina a própria possibilidade de dizer o mesmo sim que nós da Fraternidade da Esperança dizemos todos os dias com a nossa vida. Nada de coragem de super-homem, mas uma escolha lógica de quem aceitou deixar a esperança entrar na própria vida, de quem respondeu a um chamado para que algo de bom acontecesse na vida de muitos. Trata-se simplesmente de amor.

clique para ampliarHoje um jornalista italiano me perguntou: "De que forma você amadureceu a sua consagração a Deus?". Respondi que foi uma descoberta lenta e cada vez mais clara desde que conheci a pertença à minha Fraternidade, a Fraternidade da Esperança. Na verdade foi a Giovanna, a minha sempre amiga, que me deu a chave de leitura: os Arsenais precisam de pessoas que doem a vida plenamente para serem casas que dão vida e esperança a muitos. Era verdade! É a doação de algo importante de você mesmo que faz a diferença. É o ir além do que parece humano que faz do cristão uma novidade na comunidade. Os Arsenais não são os seus muros, as suas atividades e os pobres que acolhem, mas são as Fraternidades que vivem neles e toda a comunidade que gira ao seu redor e que, juntas, permitem que aconteçam os milagres de acolhimento, de partilha e de paz que estamos acostumados a vivenciar todos os dias há cinquenta anos.

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A PRAÇA toma as ruas... Do Bresser

clique para ampliarNão queremos falar apenas do primeiro BATUCA-BRESSER porque isso já passou... Mas aqui estamos nós, já prontos para o segundo BATUCA-BRESSER! Não acreditam? Perguntem a quem, no último sábado (1º de março de 2014) batucou na Rua Visconde de Parnaíba, na Frei Gaspar e na Almeida Lima. Ou para quem nos viu passar pelas ruas... Se por um segundo não pensaram em participar. Perguntem às crianças, que brigaram com seus pais para que pudessem estar presentes. Perguntem aos meninos e meninas com dificuldades físicas e psíquicas (que chamamos de especiais por serem realmente amados de maneira especial) que vieram homenagear o nosso empenho de tantos dias. Podem até perguntar aos funcionários da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que nos olhavam com olhos limpos. Pude ler nos pensamentos deles: “Quantos grupos já ajudamos a desfilar, mas olha que coisa simples e bonita!”

Vimos, pela primeira vez, o sorriso da mulher que há anos dorme na calçada da Rua Ipanema. Perguntou-nos ela: “Posso ir também?”. “Claro!”, respondemos. Havia muito tempo que não ficava tão bem assim com alguém e, portanto, podem perguntar também a ela. Perguntem ainda às centenas de amigos e amigas que não puderam batucar com a gente: “Estou aqui, mas o meu coração está batendo com vocês!” Aposto que todos esses já anseiam pelo segundo BATUCA-BRESSER.

clique para ampliarE sim, já estamos sonhando com as marchinhas que realizaremos o ano que vem. Já visualizamos um bloco de rua genuíno, singelo, feito para todos participarem, para todos serem acolhidos como o nosso bairro nos ensina. Um bloco onde não é importante a folia, o perder-se completamente, a cerveja e o exibicionismo, mas tão somente o verdadeiro estar juntos. Queremos um bloco onde ninguém seja excluído por estar doente, ou por ser pequeno demais, velho demais, ou porque não nasceu neste bairro. Desejamos um bloco acolhedor, onde aqueles que estão passando por um momento difícil possam passar instantes de descontração e que aqueles que sempre foram excluídos possam fazer parte.
O carnaval é isso: lançar-se à alegria, à batucada, à força da música para exorcizar por um momento o mundo real sem fugir dele completamente. Afinal, todos sabemos que depois da batucada, dos confetes jogados em nossos cabelos e dos gritos lançados ao ar, tudo volta a ser como era antes; e para todos nunca é fácil voltar para a realidade. Que tal lançar uma ideia no Carnaval para que, a partir dele, possamos começar a enfrentar juntos, e com alegria, os problemas de nosso bairro? Sem nenhuma outra intenção a não ser para que todos possamos viver melhor.

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Por favor, roubem o nosso segredo...

clique para ampliarA "restituição" è a nossa forma de financiamento. Cada obra e cada serviço aos mais pobres é fruto da nossa restituição e da de tantos amigos que nos querem bem...

Parecer diferente, particular ou único é simples e pode ser até barato. Pode-se escolher usar uma roupa chamativa, uma maquiagem marcante; há quem escolha pintar o cabelo, quem treine na academia, quem faça do próprio corpo uma tela para artistas diferentes, usando a pele para exibir tatuagens. Existem inúmeras formas de enfeitar ou de modificar o próprio corpo para parecer, sem sombra de dúvida, único. Mas parecer nem sempre é ser. Ser é diferente, ser de verdade é algo que se aprende no dia a dia, junto com quem está ao nosso lado, olhando olho no olho, confiando. clique para ampliar


Desde que entramos no primeiro Arsenal de Turim, em 1983
, nos encontramos em uma situação particular: a desproporção. Um pequeno grupo de jovens sem dinheiro no bolso – e naturalmente nem no banco – conseguiu uma façanha: convencer as instituições da cidade de Turim e da Itália a lhe ceder o prédio mais antigo da fábrica de armas do bairro de Porta Palazzo.
O sonho era o de transformar o mundo em um lugar de paz, partindo de um lugar que foi de guerra. Mas com qual dinheiro esses jovens idealistas iriam reformar aqueles muros que estavam caindo aos pedaços?
Era necessária uma estratégia ao mesmo tempo eficiente, honesta e profundamente cristã.

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ANTONIO PALLADINO, simplesmente um bom cristão

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No próximo domingo, dia 16 de fevereiro, vamos lembrar de Antonio Palladino, membro da nossa Fraternidade da Esperança brasileira, que já está no Arsenal do Céu há três anos. Normalmente falamos sempre bem de quem não está mais em nosso meio, mas para quem não conheceu Palladino seria bom saber que este brasileiro, orgulhoso de suas ori gens italianas, não perdeu nunca a ocasião de ser sal e luz para os outros. Simplesmente um bom cristão que adotou o Arsenal da Esperança desde o começo e fez dele a sua segunda casa. Embora, caso perguntássemos a sua esposa Maria Teresa, essa com certeza responderia que o Arsenal seria sua primeira casa.

Escutamos neste domingo as leituras e o evangelho (Mt 5,13-16) que nos convidaram a ser sal e luz para a humanidade. Sal e Luz. O que isso significa para cada um de nós? Com certeza seria ser uma boa nova em um mundo onde tudo é brilhante na superfície e frágil por dentro e que é permeado por relações deterioradas e às vezes inexistentes. Em um mundo assim, precário e mascarado como em um carnaval que não mostra jamais a sua verdadeira face, precisamos ser luz e sermos verdadeiros por dentro e por fora.

Ernesto Olivero (fundador do SERMIG e dos Arsenais) deu um nome a este ser luz e sal: gratuidade, misericórdia e deixar falar a lógica de Deus em um mundo onde fala somente a lógica do “eu”. Trata-se de surpreender com a bondade que desarma, com o perdão imediato, com a procura da paz incessante. Trata-se de se deixar surpreender por Deus, pela Sua ação em nossa vida, mas também surpreender os outros que encontramos no caminho. Ernesto nos avisa: seremos luz e sal, não pela comunicação de coisas grandes que fizemos ou pelo orgulho dos belos discursos, mas pela constante não-rendição ao mal e à indiferença diante de quem é nosso amigo e caminha ao nosso lado. O cristão não acolhe para receber algo em troca, mas acolhe porque é justo acolher o outro que é seu irmão.

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ARSENAL DA ESPERANÇA 18 anos: das raízes ao futuro, passando pelos frutos...

1º de fevereiro de 1996 – 1º de fevereiro de 2014
18 anos de Arsenal da Esperança

clique para ampliarDezoito anos! É a idade da maioridade, uma meta importante na vida humana, uma bela idade que, além de ser comemorada pelos seus primeiros (mas não poucos!) frutos, estimula, sobretudo, a olhar para o futuro, a seguir em frente. Talvez seja essa uma das maneiras de compreender, e não apenas celebrar, o aniversário dos dezoito anos do ARSENAL DA ESPERANÇA Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida.

No dia 1º de fevereiro de 1996 um pequeno grupo composto de três jovens missionários italianos do SERMIG (Serviço Missionário Jovens) - Fraternidade da Esperança e de cerca de dez pessoas de São Paulo, membros da ASSINDES (Associação Internacional para o Desenvolvimento), entravam nas instalações da antiga Hospedaria de Imigrantes do Brás para fundar o ARSENAL DA ESPERANÇA, graças ao convênio firmado com Governo do Estado de São Paulo que nos concedia o uso do local.


Para o SERMIG, grupo fundado em Turim (Itália) por Ernesto Olivero e sua esposa Maria Cerrato e que este ano comemora o seu cinquentenário de existência, começava uma nova etapa, cheia de incógnitas, mas já esperada e sonhada, na lógica de uma utopia possível. 


O carisma da Esperança e as escolhas de paz, de partilha, de solidariedade globalizada e de alternativa cristã manifestada no estilo de vida e numa espiritualidade vivida 24 horas por dia agora tinham também em São Paulo um lugar simbólico e concreto para serem amadurecidos, enraizados e propostos.

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460 anos de São Paulo. Arsenal da Esperança, patrimônio da cidade.

Entrevista realizada com Lorenzo Nacheli, missionário do SERMIG - Fraternidade da Esperança, para O SÃO PAULO, Semanário da Arquidiocese de São Paulo, Série: São Paulo, 460 anos de fé. Repórter: Daniel Gomes.

Fale um pouco de quando você chegou a São Paulo e por quais motivos veio para a cidade (trabalho, estudo, missão...)?

clique para ampliarQuando cheguei a São Paulo, 14 anos atrás, tinha pouca ideia do que fosse o Brasil. Tinha 24 anos e o que conhecia melhor deste país era a fama do futebol. De São Paulo conhecia ainda menos. Cheguei aqui como jovem missionário do SERMIG (Serviço Missionário Jovens) para colaborar na missão do Arsenal da Esperança, acolher dignamente os homens sem casa que batiam à nossa porta. Naquela época não tínhamos chegado às 1.250 pessoas que acolhemos diariamente hoje – acho que ainda acolhíamos 900 pessoas – mas já era uma tarefa complicada.

Eu tinha feito o meu “noviciado” no Arsenal da Paz de Turim, a nossa casa mãe, e lá tinha aprendido um ditado que faz toda a diferença quando se quer acolher os mais necessitados segundo os cânones das bem-aventuranças: “dê àquele a quem você está acolhendo as mesmas coisas que você desejaria se estivesse na mesma situação de acolhido”. Dom Luciano teria dito para dar muito mais do que você desejaria. Seguindo esse ditado, a acolhida do Arsenal melhorou a cada ano e o Arsenal acolheu paulistanos, paulistas, gente de todos os estados e estrangeiros: 45 mil pessoas diferentes em mais de dezoito anos de atividade. Com o tempo, o Arsenal se tornou patrimônio indispensável da cidade de São Paulo, não somente para os mais pobres, que reconhecem diariamente a bondade desta casa, mas para todos aqueles que procuram um espaço de esperança no centro de São Paulo.

clique para ampliarQuando pela primeira vez saí do avião no Brasil já senti a diferença. Naturalmente todos falavam português e eu não tinha aprendido ainda nenhuma palavra. Aprendi na marra, acolhendo pessoas na portaria do Arsenal. Nos primeiros seis meses tinha medo da cidade; eu chegava de Milão, uma das maiores cidades da Itália, parecida com São Paulo apenas por ter as mesmas vocações de centro financeiro do país, de criação de moda e de design; mas a cidade onde eu nasci não tinha nada a ver com aquela que me acolheria pelos próximos anos da minha vida. Dirigir, nem pensar; o trânsito, que não era aquele de hoje, me assustava; sair do Arsenal não era a minha prioridade. Conheci as “belezas” da cidade devagar, com o tempo, partindo de baixo, dos caminhos feitos pelos nossos acolhidos.

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SAIA DE CASA PRA BATUCAR COM A GENTE!

clique para ampliarInaugurada em 1887, a antiga Hospedaria dos Imigrantes fez com que a atual região Bresser-Mooca acolhesse milhões de imigrantes vindos do mundo todo. Ao longo dos anos, muitas coisas mudaram, mas a identidade acolhedora do nosso bairro continuou firme. O sangue imigrante, principalmente italiano, corre nas veias dos moradores daqui. Pessoas da cidade inteira vêm ao bairro todos os dias para fazer compras. Estudantes de todos os lugares frequentam as faculdades da região. Pessoas em situação de dificuldade ou em busca de melhores condições de vida procuram ajuda nos serviços oferecidos. E os imigrantes, até mesmo refugiados, continuam chegando… As diversas partes do Bresser-Mooca têm “caras” diferentes, mas todas têm o mesmo DNA.

clique para ampliarComo qualquer concentração humana, a região apresenta problemas. Para encontrar soluções, não precisamos negar a nossa história. Precisamos, na verdade, assumir a nossa história e a nossa identidade. Só assim conseguiremos nos unir a favor de um bairro e de um mundo melhor.

Foi pensando em tudo isso que os jovens dA Praça decidiram organizar a “1ª CAMINHADA BATUCA-BRESSER”! Em ano de Copa do Mundo, o Brasil vai receber milhares de visitantes. E na “arte de receber”, nós, do Bresser-Mooca, somos mestres! Por que não mostrar isso para todo mundo de uma forma bem alegre e divertida?

clique para ampliarInspirados nos tradicionais blocos de carnaval de rua, os jovens dA Praça estão preparando músicas, cartazes e até instrumentos musicais feitos com sucata para dizer que “aqui todo mundo é bem-vindo”!

A caminhada acontecerá no dia 15 de fevereiro de 2014, das 14h30 às 17h. O ponto de partida e de chegada será na Rua Dr. Almeida Lima, 750. A caminhada seguirá o seguinte trajeto: Rua Visconde de Parnaíba até a esquina a com a Rua Hipódromo, trecho da Rua Hipódromo até a esquina com a Rua Ipanema, e Rua Ipanema até a esquina com a Rua Dr. Almeda Lima.

Venha participar! Convide seus filhos, seus pais, seus irmãos, seus amigos… SAIA DE CASA PRA BATUCAR COM A GENTE!

clique para ampliarVocê não é do Bresser-Mooca??? Não tem problema! VOCÊ TAMBÉM É BEM-VINDO!!!

Acompanhe também as atividades dA Praça, ou, melhor ainda, venha nos visitar!
Quando: toda QUARTA, das 18h30 às 19h30 e todo SÁBADO, das 14h30 às 17h.
Local: antiga CAPELA DOS FERROVIÁRIOS – Rua Dr. Almeida Lima, 750 – Mooca
Contato: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. – facebook.com/arsenaldaesperanca

Foto da linha do trem - Rafael Franceschini - facebook.com/VivaMooca

EX-PERIGOSOS: 115 mil horas de serviço alternativo à pena

clique para ampliar Cada um tem uma história feita de alegrias e entusiasmos, mas também de feridas e condicionamentos. Entretanto, o passado não é uma prisão. Quem o acolhe, quem tem a coragem de fazer as pazes, pode se tornar uma pessoa melhor. Às vezes, um mestre.

Nestes dias em que se fala tanto de violência, dentro e fora das penitenciárias, uma pequena reflexão a partir da realidade dos muitos réus aos quais é oferecida a possibilidade de pagar a sua pena no Arsenal da Esperança realizando um serviço a favor da coletividade.

Muitos de nós estão seguros de que jamais cometerão um erro, uma irregularidade ou mesmo um crime que poderia levar a cumprir dias, meses, anos de prisão. Mas em um mundo louco como o nosso é melhor nunca dizer nunca, porque pode acontecer com qualquer um!

Desde julho de 2006 até hoje, nós conhecemos mais de 2.000 pessoas que, pela primeira vez, acabaram cometendo um crime e que foram condenadas a pagar a sua pena no Arsenal da Esperança de São Paulo, no Brasil. Não em uma prisão, que não existe na nossa casa, mas em um lugar no qual realizar um serviço a favor de quem se encontra em uma situação mais difícil. O cálculo é simples: uma hora de serviço comunitário por cada dia de prisão previsto na pena. Podem ser convertidas todas as sentenças que sejam de até no máximo quatro anos.

clique para ampliar A porta dos Arsenais é sempre aberta a todos aqueles que dia após dia nos procuram espontaneamente para consertar alguma coisa que se quebrou, dentro de si e com os outros. Nesse sentido, cada minuto que conseguimos oferecer é uma gota acrescentada ao mar de bem que cada dia a Fraternidade da Esperança alimenta silenciosamente e que se torna oxigênio para a humanidade inteira. No caso dos condenados a uma medida alternativa à detenção carcerária, trata-se de pessoas obrigadas a procurar a autoridade judiciária.
Homens e mulheres como a senhora Adriana que, para conseguir ajudar a filha que estava em uma situação econômica difícil, deu a ela cheques assinados sem fundos. Enviada para o Arsenal, passou cerca de um ano prestando um serviço noturno na nossa biblioteca. O senhor Arnaldo, aposentado, que, descoberto pela polícia com a garagem cheia de passarinhos protegidos e condenado por crime ambiental, passou com a gente horas de serviço na lavanderia. Jonas, que em um sábado à noite, depois de ter bebido além da conta, ao voltar para casa provocou um acidente de trânsito com consequências fatais: dois anos de serviço comunitário prestado na acolhida noturna. E há ainda os torcedores de futebol julgados perigosos e que aos domingos, durante as partidas do time do coração, varrem os pátios ou lavam as janelas; o empresário que não pagou as taxas e que anota a presença diária dos acolhidos na nossa casa; a senhora que brigou feio com a vizinha e que agora descasca batatas na nossa cozinha; e, enfim, rapazes e garotas – são os casos mais frequentes – flagrados fumando maconha e que agora trocam os lençóis nos vários dormitórios.

clique para ampliar A maior parte dessas pessoas nunca tinha pensado que corria o risco de acabar na cadeia, que aqui no Brasil, talvez mais do que em outros lugares, é sinônimo não só de restrição temporária da liberdade, mas sobretudo de violência e escola de criminalidade. E são principalmente os mais jovens que, tendo cedido à tentação do crime uma vez, acabam caindo na teia maléfica de tantas facções criminosas que dominam dentro e fora das penitenciárias. Evitar a prisão é, portanto, fundamental também aos olhos das próprias autoridades judiciárias. Pela justiça, todavia, nem sempre é fácil encontrar uma comunidade disponível a quem confiar essas pessoas.

Pessoas como Adriana, Arnaldo, o amigo aposentado, o rapaz de sábado à noite e os fanáticos pelo time de futebol, vistos por todos como perigosos ou indesejados, somam as suas forças às dos voluntários, dos dependentes e dos próprios acolhidos, misturando-se e completando-se no esforço cotidiano de construir um pouco de bem, para si e para os outros. Tornam a sentir-se, ou sentem-se pela primeira vez, uma parte importante, em certos casos até mesmo indispensável, de uma economia da restituição que mesmo quando é conhecida por meio de uma condenação pode se transformar em uma mentalidade.

clique para ampliar Acreditamos que as 115 mil horas de serviço no Arsenal e de convivência com a Fraternidade da Esperança e com os mais pobres ajudaram muitíssimas pessoas não apenas a reparar simbolicamente um dano, mas também a fazer uma reflexão positiva, sobre si mesmas e sobre uma sociedade sempre pronta a condenar e pouco treinada a amar, arriscar, inventar, socorrer e, sobretudo, a perdoar.

Um pequeno conselho: nunca dizer nunca a essas coisas… Condenemo-nos a algumas horas de bem por semana!

Lorenzo Nacheli
SERMIG - Fraternidade da Esperança

Um ano sob o signo da FRATERNIDADE

clique para ampliarO novo ano começou com um dia dedicado à Paz. Na mensagem para o Dia Mundial da Paz, no dia 1º de janeiro de 2014, o Papa Francisco pediu que a Paz seja buscada através da “FRATERNIDADE, FUNDAMENTO E CAMINHO PARA A PAZ”.

Nós do SERMIG - Fraternidade da Esperança acolhemos o convite do Papa e a partir de ontem, dia 7 de janeiro de 2014, começamos a dedicar ao tema da FRATERNIDADE os encontros de terça-feira. A intenção é tratar o tema da FRATERNIDADE através de testemunhos, ideias e reflexões, alimentados pela Palavra de Deus e pela experiência de famílias e de jovens que fizeram da FRATERNIDADE a própria opção de vida, o valor que os realiza como seres humanos, a vocação que os faz crescer.

clique para ampliarEstamos convencidos de que ser FRATERNIDADE é também uma resposta para a solidão na qual deixamos os mais frágeis do nosso tempo.
É preciso reconstruir as relações sociais entre as pessoas que, por sua vez, são chamadas a apoiar os mais necessitados, porque todos somos parte de uma única família humana.

Veja uma síntese do que foi trabalhado no primeiro encontro da série: “FRATERNIDADE: uma única família humana”.

O próximo encontro será no dia 14, às 20h, no ARSENAL DA ESPERANÇA.
Esperamos você!
Vamos caminhar juntos para que este ano de 2014 seja dedicado à FRATERNIDADE!

A Fraternidade da Esperança.

...queremos dizer MUITO OBRIGADO!



Outro Natal chegou, e nós, da Fraternidade da Esperança,
mais uma vez vimos o amor ganhar um rosto, através de várias ações e de vários encontros: uma campanha de chinelos que ajudará a calçar 1.200 homens, um mutirão de cartões de Natal, mais uma gincana que deu às crianças do bairro uma oportunidade para brincarem juntas, além do bazar, da biblioteca e de todas as outras atividades que ajudam o Arsenal da Esperança a ser uma casa aberta 24 horas por dia também nesta época do ano.

Para todas as pessoas que tornaram e continuam tornando tudo isso possível, queremos dizer muito obrigado!

Para celebrarmos juntos este momento, queremos convidar todos vocês para a Missa de Natal, que será presidida pelo Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, no dia 25 de dezembro às 17h.

Após a Missa, será feita a distribuição dos presentes de Natal para os nossos acolhidos: os chinelos arrecadados com a sua ajuda!
Esperamos vocês!

A Fraternidade da Esperança

A PRAÇA: O Natal está sempre à nossa disposição...

É dezembro. Por toda a cidade, surgem luzinhas, árvores e Papais Noéis gigantescos. Quase na mesma proporção, mas talvez ofuscadas pelo brilho dos pisca-piscas, surgem mensagens que perguntam a cada um de nós se estamos vivendo o verdadeiro sentido do Natal. Alguns dizem que, nessa época, independentemente de qual é a sua fé, o importante é estar em união com a família e com aqueles que amamos, passar bons momentos junto com as pessoas.

O que aconteceu ontem, dia 14 de dezembro, na vizinhança do Metrô Bresser-Mooca, talvez nem parecesse uma “Programação de Natal” a olhos desatentos – a não ser pelos presépios criativos que se viam em alguns lugares.

O que pode ter a ver com o Natal um monte de crianças correndo com faixas coloridas na cabeça e tentando ganhar pontos para a própria equipe? Justamente o aprendizado da convivência e da união! A união não se aprende em datas especiais, e sim na normalidade do nosso dia a dia, no aprender a brincar com o colega (mesmo que não seja fácil perder), no unir esforços pra transformar um cantinho pouco frequentado num ponto de encontro do qual todos se lembrem com carinho.

Estamos falando da 2ª Gincana dA Praça, que recebeu cerca de 30 crianças para uma tarde de diversão e convivência graças ao empenho dos jovens dA Praça e da ajuda de outros amigos e voluntários.

E a gincana não foi um evento isolado! Ontem, graças aos esforços de tantas pessoas, outras coisas bonitas aconteceram, proporcionando a muita gente a oportunidade de “passar bons momentos juntos”: passeios de Maria Fumaça, com direito a paradas carinhosamente preparadas e oficinas de bolo de mel natalino da Ilha da Madeira e de enfeites de Natal típicos da Lituânia; a exposição “SER Imigrante: o mesmo e o outro”, que continua aberta na R. Dr. Almeida Lima, 750; e o Bazar do Arsenal da Esperança, que ficou excepcionalmente aberto até as 16h, com direito a saborear uma deliciosa pizza na cantina que se transformou no “Jardim do Papai Noel”. Tudo fruto de uma parceria entre o Museu da Imigração e o Arsenal da Esperança para um sábado de “Programação de Natal”.

A Praça, os passeios de Maria Fumaça, as exposições do Museu e o Bazar do Arsenal da Esperança acontecem sempre, cada uma em seu horário, o ano inteiro, muito além da época do Natal. Ontem, a união de todas essas coisas fez um dia mais bonito, mas elas estão sempre aí, à nossa disposição, para quando quisermos aproveitá-las. A mesma coisa acontece com as oportunidades de estar junto, de fazer o bem, de exercitar a união: estão sempre à nossa disposição. Se as aproveitarmos, quando chegarem as épocas especiais poderemos desfrutar a alegria de celebrar as coisas boas que já vivemos.

Nasceu entre os pobres e agora visita o palácio

No dia 25 de dezembro de 2012, após celebrar a missa de Natal no Arsenal da Esperança, Dom Odilo Pedro Scherer vai até o pátio e, diante de todos os presentes, abençoa o enorme presépio feito por um grupo de acolhidos da casa, pintado sobre portas velhas que foram encontradas no lixo. Nele, o detalhe que mais chama a atenção é Maria, representada como Nossa Senhora Aparecida.

Em dezembro de 2013, quase um ano depois, esse mesmo presépio está exposto no Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo do Estado de São Paulo, em uma exposição de presépios brasileiros promovida pela Curadoria do Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo.

A história dessa obra de arte – criada a partir de simples materiais descartados, mas que mereceu a bênção do Arcebispo de São Paulo e um lugar em uma exposição importante –começou muito tempo antes, deixando uma marca na vida daqueles que a produziram.

Tudo começou quando conhecemos melhor o Jasson, que em meados de 2012 encontrou acolhida no Arsenal. Ele nos dizia: "Eu sei desenhar!". Sabíamos que algumas dificuldades tinham comprometido a sua vida e que agora ele lutava para resolvê-las.

Uma tarde, ele começou a desenhar em uma folha de papel alguns rostos desfigurados que, segundo o que ele nos dizia, habitavam continuamente os seus pesadelos. Eram rostos cheios de dor, desenhados com traços e pinceladas fortes. "Nunca frequentei uma escola de arte, mas desenhar sempre me ajudou a esquecer o sofrimento que eu vivia...". Seus desenhos impressionavam a todos nós.

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Festa do SIM

No dia da Festa da Imaculada Conceição de Maria, renovamos o nosso SIM a Deus na Fraternidade da Esperança para continuar, onde quer que estejamos, a construir uma história cujos protagonistas são pessoas comuns que tentam viver e praticar a Palavra, em silêncio... Transformando um sonho nascido no coração de Deus em uma grande tenda que dá esperança a muitíssimas pessoas.

Hoje, algumas dessas pessoas celebraram esse dia com a gente, para também restituir seu SIM, pois todos nós fomos concebidos com um SIM, chamados a compartilhar a mesma esperança!

Parabéns, Fraternidade da Esperança!

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Natal... no entorno da Hospedaria

Para celebrar o Natal e o período de férias, o Museu da Imigração (“nosso vizinho”) preparou uma programação especial para todas as idades. O público poderá participar de passeios de Maria Fumaça, oficinas natalinas, gincanas, bazar e visitas à exposição “SER Imigrante”. As atrações são gratuitas e vão ocorrer no entorno do Museu, no dia 14 de dezembro, das 8h às 17h.

Quem embarcar no passeio de Maria Fumaça ainda descobrirá alguns costumes natalinos de outros lugares do mundo. O trem parte em dois horários, às 11h e às 14h e o trajeto dura cerca de 1 hora. Na primeira saída, os passageiros vão poder aprender a receita do “bolo de mel natalino” em oficina ministrada por Maria Sardinha, integrante da comunidade da Ilha da Madeira. Já às 14h, a Maria Fumaça fará uma parada para o workshop de “Snaigės”, em que a artesã Janete Zizas ensinará enfeites de Natal típicos da Lituânia. A plataforma de embarque fica na Rua Visconde de Parnaíba, 1253, na Mooca.

Ainda como parte da programação, o ARSENAL DA ESPERANÇA oferece o bazar beneficente, das 8h às 16h (na Rua Dr. Almeida Lima 900) e gincana para as crianças, das 15h às 17h (no espaço d’A PRAÇA, Rua Dr. Almeida Lima, altura do número 750). O Arsenal também receberá doações de alimentos não perecíveis.

Completando as atividades deste dia, o público ainda poderá visitar a mostra “SER Imigrante: o mesmo e o outro”, das 10h às 17h, na antiga Capela dos Ferroviários, que fica na Rua Dr. Almeida Lima, 750.

Todas as atividades são gratuitas.

Data: 14/12/2013 (sábado).
Horário: das 8h às 17h.
Local: Rua Visconde de Parnaíba (entorno do Museu da Imigração).
Mais informações (11) 2692-1866 (Museu) ou 2292.0977 (Arsenal)

 

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