Buona Giornata

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ARSENAL DA ESPERANÇA 18 anos: das raízes ao futuro, passando pelos frutos...

1º de fevereiro de 1996 – 1º de fevereiro de 2014
18 anos de Arsenal da Esperança

clique para ampliarDezoito anos! É a idade da maioridade, uma meta importante na vida humana, uma bela idade que, além de ser comemorada pelos seus primeiros (mas não poucos!) frutos, estimula, sobretudo, a olhar para o futuro, a seguir em frente. Talvez seja essa uma das maneiras de compreender, e não apenas celebrar, o aniversário dos dezoito anos do ARSENAL DA ESPERANÇA Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida.

No dia 1º de fevereiro de 1996 um pequeno grupo composto de três jovens missionários italianos do SERMIG (Serviço Missionário Jovens) - Fraternidade da Esperança e de cerca de dez pessoas de São Paulo, membros da ASSINDES (Associação Internacional para o Desenvolvimento), entravam nas instalações da antiga Hospedaria de Imigrantes do Brás para fundar o ARSENAL DA ESPERANÇA, graças ao convênio firmado com Governo do Estado de São Paulo que nos concedia o uso do local.


Para o SERMIG, grupo fundado em Turim (Itália) por Ernesto Olivero e sua esposa Maria Cerrato e que este ano comemora o seu cinquentenário de existência, começava uma nova etapa, cheia de incógnitas, mas já esperada e sonhada, na lógica de uma utopia possível. 


O carisma da Esperança e as escolhas de paz, de partilha, de solidariedade globalizada e de alternativa cristã manifestada no estilo de vida e numa espiritualidade vivida 24 horas por dia agora tinham também em São Paulo um lugar simbólico e concreto para serem amadurecidos, enraizados e propostos.

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460 anos de São Paulo. Arsenal da Esperança, patrimônio da cidade.

Entrevista realizada com Lorenzo Nacheli, missionário do SERMIG - Fraternidade da Esperança, para O SÃO PAULO, Semanário da Arquidiocese de São Paulo, Série: São Paulo, 460 anos de fé. Repórter: Daniel Gomes.

Fale um pouco de quando você chegou a São Paulo e por quais motivos veio para a cidade (trabalho, estudo, missão...)?

clique para ampliarQuando cheguei a São Paulo, 14 anos atrás, tinha pouca ideia do que fosse o Brasil. Tinha 24 anos e o que conhecia melhor deste país era a fama do futebol. De São Paulo conhecia ainda menos. Cheguei aqui como jovem missionário do SERMIG (Serviço Missionário Jovens) para colaborar na missão do Arsenal da Esperança, acolher dignamente os homens sem casa que batiam à nossa porta. Naquela época não tínhamos chegado às 1.250 pessoas que acolhemos diariamente hoje – acho que ainda acolhíamos 900 pessoas – mas já era uma tarefa complicada.

Eu tinha feito o meu “noviciado” no Arsenal da Paz de Turim, a nossa casa mãe, e lá tinha aprendido um ditado que faz toda a diferença quando se quer acolher os mais necessitados segundo os cânones das bem-aventuranças: “dê àquele a quem você está acolhendo as mesmas coisas que você desejaria se estivesse na mesma situação de acolhido”. Dom Luciano teria dito para dar muito mais do que você desejaria. Seguindo esse ditado, a acolhida do Arsenal melhorou a cada ano e o Arsenal acolheu paulistanos, paulistas, gente de todos os estados e estrangeiros: 45 mil pessoas diferentes em mais de dezoito anos de atividade. Com o tempo, o Arsenal se tornou patrimônio indispensável da cidade de São Paulo, não somente para os mais pobres, que reconhecem diariamente a bondade desta casa, mas para todos aqueles que procuram um espaço de esperança no centro de São Paulo.

clique para ampliarQuando pela primeira vez saí do avião no Brasil já senti a diferença. Naturalmente todos falavam português e eu não tinha aprendido ainda nenhuma palavra. Aprendi na marra, acolhendo pessoas na portaria do Arsenal. Nos primeiros seis meses tinha medo da cidade; eu chegava de Milão, uma das maiores cidades da Itália, parecida com São Paulo apenas por ter as mesmas vocações de centro financeiro do país, de criação de moda e de design; mas a cidade onde eu nasci não tinha nada a ver com aquela que me acolheria pelos próximos anos da minha vida. Dirigir, nem pensar; o trânsito, que não era aquele de hoje, me assustava; sair do Arsenal não era a minha prioridade. Conheci as “belezas” da cidade devagar, com o tempo, partindo de baixo, dos caminhos feitos pelos nossos acolhidos.

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SAIA DE CASA PRA BATUCAR COM A GENTE!

clique para ampliarInaugurada em 1887, a antiga Hospedaria dos Imigrantes fez com que a atual região Bresser-Mooca acolhesse milhões de imigrantes vindos do mundo todo. Ao longo dos anos, muitas coisas mudaram, mas a identidade acolhedora do nosso bairro continuou firme. O sangue imigrante, principalmente italiano, corre nas veias dos moradores daqui. Pessoas da cidade inteira vêm ao bairro todos os dias para fazer compras. Estudantes de todos os lugares frequentam as faculdades da região. Pessoas em situação de dificuldade ou em busca de melhores condições de vida procuram ajuda nos serviços oferecidos. E os imigrantes, até mesmo refugiados, continuam chegando… As diversas partes do Bresser-Mooca têm “caras” diferentes, mas todas têm o mesmo DNA.

clique para ampliarComo qualquer concentração humana, a região apresenta problemas. Para encontrar soluções, não precisamos negar a nossa história. Precisamos, na verdade, assumir a nossa história e a nossa identidade. Só assim conseguiremos nos unir a favor de um bairro e de um mundo melhor.

Foi pensando em tudo isso que os jovens dA Praça decidiram organizar a “1ª CAMINHADA BATUCA-BRESSER”! Em ano de Copa do Mundo, o Brasil vai receber milhares de visitantes. E na “arte de receber”, nós, do Bresser-Mooca, somos mestres! Por que não mostrar isso para todo mundo de uma forma bem alegre e divertida?

clique para ampliarInspirados nos tradicionais blocos de carnaval de rua, os jovens dA Praça estão preparando músicas, cartazes e até instrumentos musicais feitos com sucata para dizer que “aqui todo mundo é bem-vindo”!

A caminhada acontecerá no dia 15 de fevereiro de 2014, das 14h30 às 17h. O ponto de partida e de chegada será na Rua Dr. Almeida Lima, 750. A caminhada seguirá o seguinte trajeto: Rua Visconde de Parnaíba até a esquina a com a Rua Hipódromo, trecho da Rua Hipódromo até a esquina com a Rua Ipanema, e Rua Ipanema até a esquina com a Rua Dr. Almeda Lima.

Venha participar! Convide seus filhos, seus pais, seus irmãos, seus amigos… SAIA DE CASA PRA BATUCAR COM A GENTE!

clique para ampliarVocê não é do Bresser-Mooca??? Não tem problema! VOCÊ TAMBÉM É BEM-VINDO!!!

Acompanhe também as atividades dA Praça, ou, melhor ainda, venha nos visitar!
Quando: toda QUARTA, das 18h30 às 19h30 e todo SÁBADO, das 14h30 às 17h.
Local: antiga CAPELA DOS FERROVIÁRIOS – Rua Dr. Almeida Lima, 750 – Mooca
Contato: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. – facebook.com/arsenaldaesperanca

Foto da linha do trem - Rafael Franceschini - facebook.com/VivaMooca

EX-PERIGOSOS: 115 mil horas de serviço alternativo à pena

clique para ampliar Cada um tem uma história feita de alegrias e entusiasmos, mas também de feridas e condicionamentos. Entretanto, o passado não é uma prisão. Quem o acolhe, quem tem a coragem de fazer as pazes, pode se tornar uma pessoa melhor. Às vezes, um mestre.

Nestes dias em que se fala tanto de violência, dentro e fora das penitenciárias, uma pequena reflexão a partir da realidade dos muitos réus aos quais é oferecida a possibilidade de pagar a sua pena no Arsenal da Esperança realizando um serviço a favor da coletividade.

Muitos de nós estão seguros de que jamais cometerão um erro, uma irregularidade ou mesmo um crime que poderia levar a cumprir dias, meses, anos de prisão. Mas em um mundo louco como o nosso é melhor nunca dizer nunca, porque pode acontecer com qualquer um!

Desde julho de 2006 até hoje, nós conhecemos mais de 2.000 pessoas que, pela primeira vez, acabaram cometendo um crime e que foram condenadas a pagar a sua pena no Arsenal da Esperança de São Paulo, no Brasil. Não em uma prisão, que não existe na nossa casa, mas em um lugar no qual realizar um serviço a favor de quem se encontra em uma situação mais difícil. O cálculo é simples: uma hora de serviço comunitário por cada dia de prisão previsto na pena. Podem ser convertidas todas as sentenças que sejam de até no máximo quatro anos.

clique para ampliar A porta dos Arsenais é sempre aberta a todos aqueles que dia após dia nos procuram espontaneamente para consertar alguma coisa que se quebrou, dentro de si e com os outros. Nesse sentido, cada minuto que conseguimos oferecer é uma gota acrescentada ao mar de bem que cada dia a Fraternidade da Esperança alimenta silenciosamente e que se torna oxigênio para a humanidade inteira. No caso dos condenados a uma medida alternativa à detenção carcerária, trata-se de pessoas obrigadas a procurar a autoridade judiciária.
Homens e mulheres como a senhora Adriana que, para conseguir ajudar a filha que estava em uma situação econômica difícil, deu a ela cheques assinados sem fundos. Enviada para o Arsenal, passou cerca de um ano prestando um serviço noturno na nossa biblioteca. O senhor Arnaldo, aposentado, que, descoberto pela polícia com a garagem cheia de passarinhos protegidos e condenado por crime ambiental, passou com a gente horas de serviço na lavanderia. Jonas, que em um sábado à noite, depois de ter bebido além da conta, ao voltar para casa provocou um acidente de trânsito com consequências fatais: dois anos de serviço comunitário prestado na acolhida noturna. E há ainda os torcedores de futebol julgados perigosos e que aos domingos, durante as partidas do time do coração, varrem os pátios ou lavam as janelas; o empresário que não pagou as taxas e que anota a presença diária dos acolhidos na nossa casa; a senhora que brigou feio com a vizinha e que agora descasca batatas na nossa cozinha; e, enfim, rapazes e garotas – são os casos mais frequentes – flagrados fumando maconha e que agora trocam os lençóis nos vários dormitórios.

clique para ampliar A maior parte dessas pessoas nunca tinha pensado que corria o risco de acabar na cadeia, que aqui no Brasil, talvez mais do que em outros lugares, é sinônimo não só de restrição temporária da liberdade, mas sobretudo de violência e escola de criminalidade. E são principalmente os mais jovens que, tendo cedido à tentação do crime uma vez, acabam caindo na teia maléfica de tantas facções criminosas que dominam dentro e fora das penitenciárias. Evitar a prisão é, portanto, fundamental também aos olhos das próprias autoridades judiciárias. Pela justiça, todavia, nem sempre é fácil encontrar uma comunidade disponível a quem confiar essas pessoas.

Pessoas como Adriana, Arnaldo, o amigo aposentado, o rapaz de sábado à noite e os fanáticos pelo time de futebol, vistos por todos como perigosos ou indesejados, somam as suas forças às dos voluntários, dos dependentes e dos próprios acolhidos, misturando-se e completando-se no esforço cotidiano de construir um pouco de bem, para si e para os outros. Tornam a sentir-se, ou sentem-se pela primeira vez, uma parte importante, em certos casos até mesmo indispensável, de uma economia da restituição que mesmo quando é conhecida por meio de uma condenação pode se transformar em uma mentalidade.

clique para ampliar Acreditamos que as 115 mil horas de serviço no Arsenal e de convivência com a Fraternidade da Esperança e com os mais pobres ajudaram muitíssimas pessoas não apenas a reparar simbolicamente um dano, mas também a fazer uma reflexão positiva, sobre si mesmas e sobre uma sociedade sempre pronta a condenar e pouco treinada a amar, arriscar, inventar, socorrer e, sobretudo, a perdoar.

Um pequeno conselho: nunca dizer nunca a essas coisas… Condenemo-nos a algumas horas de bem por semana!

Lorenzo Nacheli
SERMIG - Fraternidade da Esperança

Um ano sob o signo da FRATERNIDADE

clique para ampliarO novo ano começou com um dia dedicado à Paz. Na mensagem para o Dia Mundial da Paz, no dia 1º de janeiro de 2014, o Papa Francisco pediu que a Paz seja buscada através da “FRATERNIDADE, FUNDAMENTO E CAMINHO PARA A PAZ”.

Nós do SERMIG - Fraternidade da Esperança acolhemos o convite do Papa e a partir de ontem, dia 7 de janeiro de 2014, começamos a dedicar ao tema da FRATERNIDADE os encontros de terça-feira. A intenção é tratar o tema da FRATERNIDADE através de testemunhos, ideias e reflexões, alimentados pela Palavra de Deus e pela experiência de famílias e de jovens que fizeram da FRATERNIDADE a própria opção de vida, o valor que os realiza como seres humanos, a vocação que os faz crescer.

clique para ampliarEstamos convencidos de que ser FRATERNIDADE é também uma resposta para a solidão na qual deixamos os mais frágeis do nosso tempo.
É preciso reconstruir as relações sociais entre as pessoas que, por sua vez, são chamadas a apoiar os mais necessitados, porque todos somos parte de uma única família humana.

Veja uma síntese do que foi trabalhado no primeiro encontro da série: “FRATERNIDADE: uma única família humana”.

O próximo encontro será no dia 14, às 20h, no ARSENAL DA ESPERANÇA.
Esperamos você!
Vamos caminhar juntos para que este ano de 2014 seja dedicado à FRATERNIDADE!

A Fraternidade da Esperança.

...queremos dizer MUITO OBRIGADO!



Outro Natal chegou, e nós, da Fraternidade da Esperança,
mais uma vez vimos o amor ganhar um rosto, através de várias ações e de vários encontros: uma campanha de chinelos que ajudará a calçar 1.200 homens, um mutirão de cartões de Natal, mais uma gincana que deu às crianças do bairro uma oportunidade para brincarem juntas, além do bazar, da biblioteca e de todas as outras atividades que ajudam o Arsenal da Esperança a ser uma casa aberta 24 horas por dia também nesta época do ano.

Para todas as pessoas que tornaram e continuam tornando tudo isso possível, queremos dizer muito obrigado!

Para celebrarmos juntos este momento, queremos convidar todos vocês para a Missa de Natal, que será presidida pelo Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, no dia 25 de dezembro às 17h.

Após a Missa, será feita a distribuição dos presentes de Natal para os nossos acolhidos: os chinelos arrecadados com a sua ajuda!
Esperamos vocês!

A Fraternidade da Esperança

A PRAÇA: O Natal está sempre à nossa disposição...

É dezembro. Por toda a cidade, surgem luzinhas, árvores e Papais Noéis gigantescos. Quase na mesma proporção, mas talvez ofuscadas pelo brilho dos pisca-piscas, surgem mensagens que perguntam a cada um de nós se estamos vivendo o verdadeiro sentido do Natal. Alguns dizem que, nessa época, independentemente de qual é a sua fé, o importante é estar em união com a família e com aqueles que amamos, passar bons momentos junto com as pessoas.

O que aconteceu ontem, dia 14 de dezembro, na vizinhança do Metrô Bresser-Mooca, talvez nem parecesse uma “Programação de Natal” a olhos desatentos – a não ser pelos presépios criativos que se viam em alguns lugares.

O que pode ter a ver com o Natal um monte de crianças correndo com faixas coloridas na cabeça e tentando ganhar pontos para a própria equipe? Justamente o aprendizado da convivência e da união! A união não se aprende em datas especiais, e sim na normalidade do nosso dia a dia, no aprender a brincar com o colega (mesmo que não seja fácil perder), no unir esforços pra transformar um cantinho pouco frequentado num ponto de encontro do qual todos se lembrem com carinho.

Estamos falando da 2ª Gincana dA Praça, que recebeu cerca de 30 crianças para uma tarde de diversão e convivência graças ao empenho dos jovens dA Praça e da ajuda de outros amigos e voluntários.

E a gincana não foi um evento isolado! Ontem, graças aos esforços de tantas pessoas, outras coisas bonitas aconteceram, proporcionando a muita gente a oportunidade de “passar bons momentos juntos”: passeios de Maria Fumaça, com direito a paradas carinhosamente preparadas e oficinas de bolo de mel natalino da Ilha da Madeira e de enfeites de Natal típicos da Lituânia; a exposição “SER Imigrante: o mesmo e o outro”, que continua aberta na R. Dr. Almeida Lima, 750; e o Bazar do Arsenal da Esperança, que ficou excepcionalmente aberto até as 16h, com direito a saborear uma deliciosa pizza na cantina que se transformou no “Jardim do Papai Noel”. Tudo fruto de uma parceria entre o Museu da Imigração e o Arsenal da Esperança para um sábado de “Programação de Natal”.

A Praça, os passeios de Maria Fumaça, as exposições do Museu e o Bazar do Arsenal da Esperança acontecem sempre, cada uma em seu horário, o ano inteiro, muito além da época do Natal. Ontem, a união de todas essas coisas fez um dia mais bonito, mas elas estão sempre aí, à nossa disposição, para quando quisermos aproveitá-las. A mesma coisa acontece com as oportunidades de estar junto, de fazer o bem, de exercitar a união: estão sempre à nossa disposição. Se as aproveitarmos, quando chegarem as épocas especiais poderemos desfrutar a alegria de celebrar as coisas boas que já vivemos.

Nasceu entre os pobres e agora visita o palácio

No dia 25 de dezembro de 2012, após celebrar a missa de Natal no Arsenal da Esperança, Dom Odilo Pedro Scherer vai até o pátio e, diante de todos os presentes, abençoa o enorme presépio feito por um grupo de acolhidos da casa, pintado sobre portas velhas que foram encontradas no lixo. Nele, o detalhe que mais chama a atenção é Maria, representada como Nossa Senhora Aparecida.

Em dezembro de 2013, quase um ano depois, esse mesmo presépio está exposto no Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo do Estado de São Paulo, em uma exposição de presépios brasileiros promovida pela Curadoria do Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo.

A história dessa obra de arte – criada a partir de simples materiais descartados, mas que mereceu a bênção do Arcebispo de São Paulo e um lugar em uma exposição importante –começou muito tempo antes, deixando uma marca na vida daqueles que a produziram.

Tudo começou quando conhecemos melhor o Jasson, que em meados de 2012 encontrou acolhida no Arsenal. Ele nos dizia: "Eu sei desenhar!". Sabíamos que algumas dificuldades tinham comprometido a sua vida e que agora ele lutava para resolvê-las.

Uma tarde, ele começou a desenhar em uma folha de papel alguns rostos desfigurados que, segundo o que ele nos dizia, habitavam continuamente os seus pesadelos. Eram rostos cheios de dor, desenhados com traços e pinceladas fortes. "Nunca frequentei uma escola de arte, mas desenhar sempre me ajudou a esquecer o sofrimento que eu vivia...". Seus desenhos impressionavam a todos nós.

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Festa do SIM

No dia da Festa da Imaculada Conceição de Maria, renovamos o nosso SIM a Deus na Fraternidade da Esperança para continuar, onde quer que estejamos, a construir uma história cujos protagonistas são pessoas comuns que tentam viver e praticar a Palavra, em silêncio... Transformando um sonho nascido no coração de Deus em uma grande tenda que dá esperança a muitíssimas pessoas.

Hoje, algumas dessas pessoas celebraram esse dia com a gente, para também restituir seu SIM, pois todos nós fomos concebidos com um SIM, chamados a compartilhar a mesma esperança!

Parabéns, Fraternidade da Esperança!

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Natal... no entorno da Hospedaria

Para celebrar o Natal e o período de férias, o Museu da Imigração (“nosso vizinho”) preparou uma programação especial para todas as idades. O público poderá participar de passeios de Maria Fumaça, oficinas natalinas, gincanas, bazar e visitas à exposição “SER Imigrante”. As atrações são gratuitas e vão ocorrer no entorno do Museu, no dia 14 de dezembro, das 8h às 17h.

Quem embarcar no passeio de Maria Fumaça ainda descobrirá alguns costumes natalinos de outros lugares do mundo. O trem parte em dois horários, às 11h e às 14h e o trajeto dura cerca de 1 hora. Na primeira saída, os passageiros vão poder aprender a receita do “bolo de mel natalino” em oficina ministrada por Maria Sardinha, integrante da comunidade da Ilha da Madeira. Já às 14h, a Maria Fumaça fará uma parada para o workshop de “Snaigės”, em que a artesã Janete Zizas ensinará enfeites de Natal típicos da Lituânia. A plataforma de embarque fica na Rua Visconde de Parnaíba, 1253, na Mooca.

Ainda como parte da programação, o ARSENAL DA ESPERANÇA oferece o bazar beneficente, das 8h às 16h (na Rua Dr. Almeida Lima 900) e gincana para as crianças, das 15h às 17h (no espaço d’A PRAÇA, Rua Dr. Almeida Lima, altura do número 750). O Arsenal também receberá doações de alimentos não perecíveis.

Completando as atividades deste dia, o público ainda poderá visitar a mostra “SER Imigrante: o mesmo e o outro”, das 10h às 17h, na antiga Capela dos Ferroviários, que fica na Rua Dr. Almeida Lima, 750.

Todas as atividades são gratuitas.

Data: 14/12/2013 (sábado).
Horário: das 8h às 17h.
Local: Rua Visconde de Parnaíba (entorno do Museu da Imigração).
Mais informações (11) 2692-1866 (Museu) ou 2292.0977 (Arsenal)

Aulas de português para imigrantes e refugiados

O atual trabalho de aulas de português para os estrangeiros abrigados no Arsenal da Esperança faz parte de uma história que teve seu início em meados de 2012, com a chegada dos primeiros grupos de haitianos falantes de créole e de francês. Naquela mesma época, ainda em menor número, começaram também a chegar os primeiros imigrantes provenientes da África, tendo como idiomas o francês e o inglês.

O nosso contato com eles foi se intensificando, inicialmente nas aulas para os oriundos do Haiti e em seguida, com a formação de duas novas salas compostas de alunos africanos, que se tornaram a maioria dos estrangeiros acolhidos na casa.

A educação tornou-se um caminho de acolhida e de escuta. Assim ficamos conhecendo a história mais geral dos sofridos povos africanos, praticamente desconhecida, conforme lemos em reportagem do jornal O Estado de São Paulo, que cita a guerra no Congo como o “holocausto africano’, do qual não se ouve falar porque ocorre na floresta densa de um continente esquecido, a África, e porque não mata brancos, não ameaça o Ocidente. Pelo menos, até agora.” (20/10/13)

Portanto, esses imigrantes estão no país devido a circunstâncias dramáticas, alheias à sua vontade. São provenientes de grandes crises humanitárias, novas ou relacionadas a conflitos antigos que continuam provocando deslocamentos. E vêm dos mais diversos países da África: do Mali, de Burkina-Fasso, das Guinés Bissao e Conacry, do Togo, do Congo, de Serra Leoa, entre outros. Fogem da guerra, da fome e da perseguição religiosa. Chegam sozinhos, utilizando seus próprios recursos e tentam, aos poucos, encontrar o equilíbrio através do trabalho, de um local de habitação e de um grupo de amigos. Embora vários deles tenham nível universitário veem-se obrigados a aceitar empregos na construção civil, pois os diplomas obtidos nos países de origem não são reconhecidos no Brasil.

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Estudar para quê?

Também neste ano, centenas de jovens estudantes atravessaram os portões do Arsenal da Esperança de São Paulo. Marco, da Fraternidade da Esperança, descreve algumas sensações e reflexões sobre essa experiência de serviço aos jovens e à cidade.

Chegam acompanhados de uma escola e por algum tempo olham em volta, nos olham. Observam os nossos rostos, escutam as nossas vozes. Quando começamos a falar, logo começam a dar uma risadinha: é a nossa voz que tem um sotaque estranho. Depois de alguns minutos, o efeito “estrangeiro” passa e os rostos se tornam curiosos, distraídos e atentos. Ora uma coisa, ora outra. Contamos a eles a história do SERMIG, feita por garotos e garotas com um sonho grande: o de derrotar a fome no mundo. Jovens que conseguiram entrar no antigo Arsenal Militar de Turim, então abandonado, para transformá-lo, para arrumá-lo com camas e oferecer um lugar para dormir àqueles que não tinham uma casa...

Eles nos olham, nos escutam. A sensação é a de que nunca tinham pensado nisso. Nenhum deles jamais teve um sonho desse tipo. Derrotar a fome no mundo? É uma coisa que está totalmente fora do seu horizonte de vida, do seu cotidiano. Fazem esforço para entender. Quando perguntamos a eles: “Por que vocês estudam?”, a resposta mais frequente é: “Porque quero ser alguém na vida”, “quero me tornar culto”, “quero ter uma vida boa”. O mundo? Longe demais.

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Uma nova página, aliás, uma exposição!

O site do Arsenal da Esperança acaba de ganhar uma nova página... Que corresponde a mais uma página da nossa vida real. Trata-se d’A PRAÇA, o espaço de encontro da juventude (mas aberto a todos) que desde fevereiro de 2013 a Fraternidade da Esperança anima junto aos jovens da Paróquia Nossa Senhora Aparecida dos Ferroviários, na Capela localizada na Rua Doutor Almeida Lima 750 – Mooca. 

Já foram muitas as atividades realizadas pelos amigos d’A PRAÇA, mas ainda estamos apenas no começo! Além do momento de oração realizado toda quarta-feira às 18h30 e das atividades de sábado, das 14h30 às 17h, no mês de NOVEMBRO teremos mais uma surpresa: no DIA 12 (das 17h às 18) será inaugurada a exposição “SER Imigrante: o mesmo e o outro, iniciativa do Museu da Imigração para refletir sobre o conjunto de condições que determinam a aceitação ou não de quem migra para o Brasil.





A exposição ficará aberta até 2 de março de 2014, com atendimento de terça a domingo das 10h às 17h.

Local: Antiga Capela dos Ferroviários - Rua Dr. Almeida Lima, 750. Entrada Gratuita.

Esperamos você. Enquanto isso, dê uma olhada na página da PRAÇA

TODOS PROCURAMOS A FELICIDADE - Ernesto Olivero

Caros amigos,

Todos sem exceção procuramos a felicidade. Se não a encontramos, é porque a procuramos no lugar errado, da forma errada. Cada um procura a “sua” felicidade, e não pensa que não poderá nunca ser feliz sozinho. Se olhamos ao nosso redor, vemos o deserto no qual as pessoas são obrigadas a viver: solidão de afetos e de relacionamentos; tanta, demasiada dor que oprime, os fracos que sucumbem, os fortes que dominam, os poderosos sempre mais poderosos e os pobres sempre mais pobres... É a história da humanidade, desde sempre. Entretanto, também neste tempo Deus quer que sejamos felizes, e o seremos se fizermos os outros felizes, com Ele em nós. Neste tempo Ele quer operar e só pode se servir de nós. A parte dEle, Ele já fez. Deu-nos todos os instrumentos, nos deu a Si mesmo, desceu em nós. A nossa alma é a casa dEle. É ali que Ele se comunica e comunica a Si mesmo.
Vamos tentar nos colocar em comunicação com a nossa alma.

Alma minha, você é a parte mais íntima de mim, aquela que está com Deus, que conhece a esperança. Acorde e me acorde! Abra os meus olhos! Faça-me olhar o mundo com os olhos de Deus, faça-me dizer “não”.
Se eu disser não a quem destrói, descobrirei a pequena luz que em mim pronuncia o verdadeiro sim.
Se eu fizer a experiência desse sim tão manso e firme, no desastre que penso que talvez seja inevitável, se abrirá a pequena estrada do possível.

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Falaram de nós

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