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EX-PERIGOSOS: 115 mil horas de serviço alternativo à pena

clique para ampliar Cada um tem uma história feita de alegrias e entusiasmos, mas também de feridas e condicionamentos. Entretanto, o passado não é uma prisão. Quem o acolhe, quem tem a coragem de fazer as pazes, pode se tornar uma pessoa melhor. Às vezes, um mestre.

Nestes dias em que se fala tanto de violência, dentro e fora das penitenciárias, uma pequena reflexão a partir da realidade dos muitos réus aos quais é oferecida a possibilidade de pagar a sua pena no Arsenal da Esperança realizando um serviço a favor da coletividade.

Muitos de nós estão seguros de que jamais cometerão um erro, uma irregularidade ou mesmo um crime que poderia levar a cumprir dias, meses, anos de prisão. Mas em um mundo louco como o nosso é melhor nunca dizer nunca, porque pode acontecer com qualquer um!

Desde julho de 2006 até hoje, nós conhecemos mais de 2.000 pessoas que, pela primeira vez, acabaram cometendo um crime e que foram condenadas a pagar a sua pena no Arsenal da Esperança de São Paulo, no Brasil. Não em uma prisão, que não existe na nossa casa, mas em um lugar no qual realizar um serviço a favor de quem se encontra em uma situação mais difícil. O cálculo é simples: uma hora de serviço comunitário por cada dia de prisão previsto na pena. Podem ser convertidas todas as sentenças que sejam de até no máximo quatro anos.

clique para ampliar A porta dos Arsenais é sempre aberta a todos aqueles que dia após dia nos procuram espontaneamente para consertar alguma coisa que se quebrou, dentro de si e com os outros. Nesse sentido, cada minuto que conseguimos oferecer é uma gota acrescentada ao mar de bem que cada dia a Fraternidade da Esperança alimenta silenciosamente e que se torna oxigênio para a humanidade inteira. No caso dos condenados a uma medida alternativa à detenção carcerária, trata-se de pessoas obrigadas a procurar a autoridade judiciária.
Homens e mulheres como a senhora Adriana que, para conseguir ajudar a filha que estava em uma situação econômica difícil, deu a ela cheques assinados sem fundos. Enviada para o Arsenal, passou cerca de um ano prestando um serviço noturno na nossa biblioteca. O senhor Arnaldo, aposentado, que, descoberto pela polícia com a garagem cheia de passarinhos protegidos e condenado por crime ambiental, passou com a gente horas de serviço na lavanderia. Jonas, que em um sábado à noite, depois de ter bebido além da conta, ao voltar para casa provocou um acidente de trânsito com consequências fatais: dois anos de serviço comunitário prestado na acolhida noturna. E há ainda os torcedores de futebol julgados perigosos e que aos domingos, durante as partidas do time do coração, varrem os pátios ou lavam as janelas; o empresário que não pagou as taxas e que anota a presença diária dos acolhidos na nossa casa; a senhora que brigou feio com a vizinha e que agora descasca batatas na nossa cozinha; e, enfim, rapazes e garotas – são os casos mais frequentes – flagrados fumando maconha e que agora trocam os lençóis nos vários dormitórios.

clique para ampliar A maior parte dessas pessoas nunca tinha pensado que corria o risco de acabar na cadeia, que aqui no Brasil, talvez mais do que em outros lugares, é sinônimo não só de restrição temporária da liberdade, mas sobretudo de violência e escola de criminalidade. E são principalmente os mais jovens que, tendo cedido à tentação do crime uma vez, acabam caindo na teia maléfica de tantas facções criminosas que dominam dentro e fora das penitenciárias. Evitar a prisão é, portanto, fundamental também aos olhos das próprias autoridades judiciárias. Pela justiça, todavia, nem sempre é fácil encontrar uma comunidade disponível a quem confiar essas pessoas.

Pessoas como Adriana, Arnaldo, o amigo aposentado, o rapaz de sábado à noite e os fanáticos pelo time de futebol, vistos por todos como perigosos ou indesejados, somam as suas forças às dos voluntários, dos dependentes e dos próprios acolhidos, misturando-se e completando-se no esforço cotidiano de construir um pouco de bem, para si e para os outros. Tornam a sentir-se, ou sentem-se pela primeira vez, uma parte importante, em certos casos até mesmo indispensável, de uma economia da restituição que mesmo quando é conhecida por meio de uma condenação pode se transformar em uma mentalidade.

clique para ampliar Acreditamos que as 115 mil horas de serviço no Arsenal e de convivência com a Fraternidade da Esperança e com os mais pobres ajudaram muitíssimas pessoas não apenas a reparar simbolicamente um dano, mas também a fazer uma reflexão positiva, sobre si mesmas e sobre uma sociedade sempre pronta a condenar e pouco treinada a amar, arriscar, inventar, socorrer e, sobretudo, a perdoar.

Um pequeno conselho: nunca dizer nunca a essas coisas… Condenemo-nos a algumas horas de bem por semana!

Lorenzo Nacheli
SERMIG - Fraternidade da Esperança

Um ano sob o signo da FRATERNIDADE

clique para ampliarO novo ano começou com um dia dedicado à Paz. Na mensagem para o Dia Mundial da Paz, no dia 1º de janeiro de 2014, o Papa Francisco pediu que a Paz seja buscada através da “FRATERNIDADE, FUNDAMENTO E CAMINHO PARA A PAZ”.

Nós do SERMIG - Fraternidade da Esperança acolhemos o convite do Papa e a partir de ontem, dia 7 de janeiro de 2014, começamos a dedicar ao tema da FRATERNIDADE os encontros de terça-feira. A intenção é tratar o tema da FRATERNIDADE através de testemunhos, ideias e reflexões, alimentados pela Palavra de Deus e pela experiência de famílias e de jovens que fizeram da FRATERNIDADE a própria opção de vida, o valor que os realiza como seres humanos, a vocação que os faz crescer.

clique para ampliarEstamos convencidos de que ser FRATERNIDADE é também uma resposta para a solidão na qual deixamos os mais frágeis do nosso tempo.
É preciso reconstruir as relações sociais entre as pessoas que, por sua vez, são chamadas a apoiar os mais necessitados, porque todos somos parte de uma única família humana.

Veja uma síntese do que foi trabalhado no primeiro encontro da série: “FRATERNIDADE: uma única família humana”.

O próximo encontro será no dia 14, às 20h, no ARSENAL DA ESPERANÇA.
Esperamos você!
Vamos caminhar juntos para que este ano de 2014 seja dedicado à FRATERNIDADE!

A Fraternidade da Esperança.

...queremos dizer MUITO OBRIGADO!



Outro Natal chegou, e nós, da Fraternidade da Esperança,
mais uma vez vimos o amor ganhar um rosto, através de várias ações e de vários encontros: uma campanha de chinelos que ajudará a calçar 1.200 homens, um mutirão de cartões de Natal, mais uma gincana que deu às crianças do bairro uma oportunidade para brincarem juntas, além do bazar, da biblioteca e de todas as outras atividades que ajudam o Arsenal da Esperança a ser uma casa aberta 24 horas por dia também nesta época do ano.

Para todas as pessoas que tornaram e continuam tornando tudo isso possível, queremos dizer muito obrigado!

Para celebrarmos juntos este momento, queremos convidar todos vocês para a Missa de Natal, que será presidida pelo Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, no dia 25 de dezembro às 17h.

Após a Missa, será feita a distribuição dos presentes de Natal para os nossos acolhidos: os chinelos arrecadados com a sua ajuda!
Esperamos vocês!

A Fraternidade da Esperança

A PRAÇA: O Natal está sempre à nossa disposição...

É dezembro. Por toda a cidade, surgem luzinhas, árvores e Papais Noéis gigantescos. Quase na mesma proporção, mas talvez ofuscadas pelo brilho dos pisca-piscas, surgem mensagens que perguntam a cada um de nós se estamos vivendo o verdadeiro sentido do Natal. Alguns dizem que, nessa época, independentemente de qual é a sua fé, o importante é estar em união com a família e com aqueles que amamos, passar bons momentos junto com as pessoas.

O que aconteceu ontem, dia 14 de dezembro, na vizinhança do Metrô Bresser-Mooca, talvez nem parecesse uma “Programação de Natal” a olhos desatentos – a não ser pelos presépios criativos que se viam em alguns lugares.

O que pode ter a ver com o Natal um monte de crianças correndo com faixas coloridas na cabeça e tentando ganhar pontos para a própria equipe? Justamente o aprendizado da convivência e da união! A união não se aprende em datas especiais, e sim na normalidade do nosso dia a dia, no aprender a brincar com o colega (mesmo que não seja fácil perder), no unir esforços pra transformar um cantinho pouco frequentado num ponto de encontro do qual todos se lembrem com carinho.

Estamos falando da 2ª Gincana dA Praça, que recebeu cerca de 30 crianças para uma tarde de diversão e convivência graças ao empenho dos jovens dA Praça e da ajuda de outros amigos e voluntários.

E a gincana não foi um evento isolado! Ontem, graças aos esforços de tantas pessoas, outras coisas bonitas aconteceram, proporcionando a muita gente a oportunidade de “passar bons momentos juntos”: passeios de Maria Fumaça, com direito a paradas carinhosamente preparadas e oficinas de bolo de mel natalino da Ilha da Madeira e de enfeites de Natal típicos da Lituânia; a exposição “SER Imigrante: o mesmo e o outro”, que continua aberta na R. Dr. Almeida Lima, 750; e o Bazar do Arsenal da Esperança, que ficou excepcionalmente aberto até as 16h, com direito a saborear uma deliciosa pizza na cantina que se transformou no “Jardim do Papai Noel”. Tudo fruto de uma parceria entre o Museu da Imigração e o Arsenal da Esperança para um sábado de “Programação de Natal”.

A Praça, os passeios de Maria Fumaça, as exposições do Museu e o Bazar do Arsenal da Esperança acontecem sempre, cada uma em seu horário, o ano inteiro, muito além da época do Natal. Ontem, a união de todas essas coisas fez um dia mais bonito, mas elas estão sempre aí, à nossa disposição, para quando quisermos aproveitá-las. A mesma coisa acontece com as oportunidades de estar junto, de fazer o bem, de exercitar a união: estão sempre à nossa disposição. Se as aproveitarmos, quando chegarem as épocas especiais poderemos desfrutar a alegria de celebrar as coisas boas que já vivemos.

Nasceu entre os pobres e agora visita o palácio

No dia 25 de dezembro de 2012, após celebrar a missa de Natal no Arsenal da Esperança, Dom Odilo Pedro Scherer vai até o pátio e, diante de todos os presentes, abençoa o enorme presépio feito por um grupo de acolhidos da casa, pintado sobre portas velhas que foram encontradas no lixo. Nele, o detalhe que mais chama a atenção é Maria, representada como Nossa Senhora Aparecida.

Em dezembro de 2013, quase um ano depois, esse mesmo presépio está exposto no Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo do Estado de São Paulo, em uma exposição de presépios brasileiros promovida pela Curadoria do Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo.

A história dessa obra de arte – criada a partir de simples materiais descartados, mas que mereceu a bênção do Arcebispo de São Paulo e um lugar em uma exposição importante –começou muito tempo antes, deixando uma marca na vida daqueles que a produziram.

Tudo começou quando conhecemos melhor o Jasson, que em meados de 2012 encontrou acolhida no Arsenal. Ele nos dizia: "Eu sei desenhar!". Sabíamos que algumas dificuldades tinham comprometido a sua vida e que agora ele lutava para resolvê-las.

Uma tarde, ele começou a desenhar em uma folha de papel alguns rostos desfigurados que, segundo o que ele nos dizia, habitavam continuamente os seus pesadelos. Eram rostos cheios de dor, desenhados com traços e pinceladas fortes. "Nunca frequentei uma escola de arte, mas desenhar sempre me ajudou a esquecer o sofrimento que eu vivia...". Seus desenhos impressionavam a todos nós.

Ler mais: Nasceu entre os pobres e agora visita o palácio

Festa do SIM

No dia da Festa da Imaculada Conceição de Maria, renovamos o nosso SIM a Deus na Fraternidade da Esperança para continuar, onde quer que estejamos, a construir uma história cujos protagonistas são pessoas comuns que tentam viver e praticar a Palavra, em silêncio... Transformando um sonho nascido no coração de Deus em uma grande tenda que dá esperança a muitíssimas pessoas.

Hoje, algumas dessas pessoas celebraram esse dia com a gente, para também restituir seu SIM, pois todos nós fomos concebidos com um SIM, chamados a compartilhar a mesma esperança!

Parabéns, Fraternidade da Esperança!

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Natal... no entorno da Hospedaria

Para celebrar o Natal e o período de férias, o Museu da Imigração (“nosso vizinho”) preparou uma programação especial para todas as idades. O público poderá participar de passeios de Maria Fumaça, oficinas natalinas, gincanas, bazar e visitas à exposição “SER Imigrante”. As atrações são gratuitas e vão ocorrer no entorno do Museu, no dia 14 de dezembro, das 8h às 17h.

Quem embarcar no passeio de Maria Fumaça ainda descobrirá alguns costumes natalinos de outros lugares do mundo. O trem parte em dois horários, às 11h e às 14h e o trajeto dura cerca de 1 hora. Na primeira saída, os passageiros vão poder aprender a receita do “bolo de mel natalino” em oficina ministrada por Maria Sardinha, integrante da comunidade da Ilha da Madeira. Já às 14h, a Maria Fumaça fará uma parada para o workshop de “Snaigės”, em que a artesã Janete Zizas ensinará enfeites de Natal típicos da Lituânia. A plataforma de embarque fica na Rua Visconde de Parnaíba, 1253, na Mooca.

Ainda como parte da programação, o ARSENAL DA ESPERANÇA oferece o bazar beneficente, das 8h às 16h (na Rua Dr. Almeida Lima 900) e gincana para as crianças, das 15h às 17h (no espaço d’A PRAÇA, Rua Dr. Almeida Lima, altura do número 750). O Arsenal também receberá doações de alimentos não perecíveis.

Completando as atividades deste dia, o público ainda poderá visitar a mostra “SER Imigrante: o mesmo e o outro”, das 10h às 17h, na antiga Capela dos Ferroviários, que fica na Rua Dr. Almeida Lima, 750.

Todas as atividades são gratuitas.

Data: 14/12/2013 (sábado).
Horário: das 8h às 17h.
Local: Rua Visconde de Parnaíba (entorno do Museu da Imigração).
Mais informações (11) 2692-1866 (Museu) ou 2292.0977 (Arsenal)

Aulas de português para imigrantes e refugiados

O atual trabalho de aulas de português para os estrangeiros abrigados no Arsenal da Esperança faz parte de uma história que teve seu início em meados de 2012, com a chegada dos primeiros grupos de haitianos falantes de créole e de francês. Naquela mesma época, ainda em menor número, começaram também a chegar os primeiros imigrantes provenientes da África, tendo como idiomas o francês e o inglês.

O nosso contato com eles foi se intensificando, inicialmente nas aulas para os oriundos do Haiti e em seguida, com a formação de duas novas salas compostas de alunos africanos, que se tornaram a maioria dos estrangeiros acolhidos na casa.

A educação tornou-se um caminho de acolhida e de escuta. Assim ficamos conhecendo a história mais geral dos sofridos povos africanos, praticamente desconhecida, conforme lemos em reportagem do jornal O Estado de São Paulo, que cita a guerra no Congo como o “holocausto africano’, do qual não se ouve falar porque ocorre na floresta densa de um continente esquecido, a África, e porque não mata brancos, não ameaça o Ocidente. Pelo menos, até agora.” (20/10/13)

Portanto, esses imigrantes estão no país devido a circunstâncias dramáticas, alheias à sua vontade. São provenientes de grandes crises humanitárias, novas ou relacionadas a conflitos antigos que continuam provocando deslocamentos. E vêm dos mais diversos países da África: do Mali, de Burkina-Fasso, das Guinés Bissao e Conacry, do Togo, do Congo, de Serra Leoa, entre outros. Fogem da guerra, da fome e da perseguição religiosa. Chegam sozinhos, utilizando seus próprios recursos e tentam, aos poucos, encontrar o equilíbrio através do trabalho, de um local de habitação e de um grupo de amigos. Embora vários deles tenham nível universitário veem-se obrigados a aceitar empregos na construção civil, pois os diplomas obtidos nos países de origem não são reconhecidos no Brasil.

Ler mais: Aulas de português para imigrantes e refugiados

Estudar para quê?

Também neste ano, centenas de jovens estudantes atravessaram os portões do Arsenal da Esperança de São Paulo. Marco, da Fraternidade da Esperança, descreve algumas sensações e reflexões sobre essa experiência de serviço aos jovens e à cidade.

Chegam acompanhados de uma escola e por algum tempo olham em volta, nos olham. Observam os nossos rostos, escutam as nossas vozes. Quando começamos a falar, logo começam a dar uma risadinha: é a nossa voz que tem um sotaque estranho. Depois de alguns minutos, o efeito “estrangeiro” passa e os rostos se tornam curiosos, distraídos e atentos. Ora uma coisa, ora outra. Contamos a eles a história do SERMIG, feita por garotos e garotas com um sonho grande: o de derrotar a fome no mundo. Jovens que conseguiram entrar no antigo Arsenal Militar de Turim, então abandonado, para transformá-lo, para arrumá-lo com camas e oferecer um lugar para dormir àqueles que não tinham uma casa...

Eles nos olham, nos escutam. A sensação é a de que nunca tinham pensado nisso. Nenhum deles jamais teve um sonho desse tipo. Derrotar a fome no mundo? É uma coisa que está totalmente fora do seu horizonte de vida, do seu cotidiano. Fazem esforço para entender. Quando perguntamos a eles: “Por que vocês estudam?”, a resposta mais frequente é: “Porque quero ser alguém na vida”, “quero me tornar culto”, “quero ter uma vida boa”. O mundo? Longe demais.

Ler mais: Estudar para quê?

Uma nova página, aliás, uma exposição!

O site do Arsenal da Esperança acaba de ganhar uma nova página... Que corresponde a mais uma página da nossa vida real. Trata-se d’A PRAÇA, o espaço de encontro da juventude (mas aberto a todos) que desde fevereiro de 2013 a Fraternidade da Esperança anima junto aos jovens da Paróquia Nossa Senhora Aparecida dos Ferroviários, na Capela localizada na Rua Doutor Almeida Lima 750 – Mooca. 

Já foram muitas as atividades realizadas pelos amigos d’A PRAÇA, mas ainda estamos apenas no começo! Além do momento de oração realizado toda quarta-feira às 18h30 e das atividades de sábado, das 14h30 às 17h, no mês de NOVEMBRO teremos mais uma surpresa: no DIA 12 (das 17h às 18) será inaugurada a exposição “SER Imigrante: o mesmo e o outro, iniciativa do Museu da Imigração para refletir sobre o conjunto de condições que determinam a aceitação ou não de quem migra para o Brasil.





A exposição ficará aberta até 2 de março de 2014, com atendimento de terça a domingo das 10h às 17h.

Local: Antiga Capela dos Ferroviários - Rua Dr. Almeida Lima, 750. Entrada Gratuita.

Esperamos você. Enquanto isso, dê uma olhada na página da PRAÇA

TODOS PROCURAMOS A FELICIDADE - Ernesto Olivero

Caros amigos,

Todos sem exceção procuramos a felicidade. Se não a encontramos, é porque a procuramos no lugar errado, da forma errada. Cada um procura a “sua” felicidade, e não pensa que não poderá nunca ser feliz sozinho. Se olhamos ao nosso redor, vemos o deserto no qual as pessoas são obrigadas a viver: solidão de afetos e de relacionamentos; tanta, demasiada dor que oprime, os fracos que sucumbem, os fortes que dominam, os poderosos sempre mais poderosos e os pobres sempre mais pobres... É a história da humanidade, desde sempre. Entretanto, também neste tempo Deus quer que sejamos felizes, e o seremos se fizermos os outros felizes, com Ele em nós. Neste tempo Ele quer operar e só pode se servir de nós. A parte dEle, Ele já fez. Deu-nos todos os instrumentos, nos deu a Si mesmo, desceu em nós. A nossa alma é a casa dEle. É ali que Ele se comunica e comunica a Si mesmo.
Vamos tentar nos colocar em comunicação com a nossa alma.

Alma minha, você é a parte mais íntima de mim, aquela que está com Deus, que conhece a esperança. Acorde e me acorde! Abra os meus olhos! Faça-me olhar o mundo com os olhos de Deus, faça-me dizer “não”.
Se eu disser não a quem destrói, descobrirei a pequena luz que em mim pronuncia o verdadeiro sim.
Se eu fizer a experiência desse sim tão manso e firme, no desastre que penso que talvez seja inevitável, se abrirá a pequena estrada do possível.

Ler mais: TODOS PROCURAMOS A FELICIDADE - Ernesto Olivero

Falaram de nós

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A PRAÇA: a gincana foi um sucesso!!!

19 de outubro de 2013, três horas da tarde. Dezenas de crianças de várias idades brincam na quadra “Espaço Almeida Lima”, localizada perto do cruzamento da Rua Doutor Almeida Lima com a Rua Visconde de Parnaíba, bairro da Mooca.

Mas de onde vem a ideia de organizar a 1ª Gincana “Saia de casa para brincar com a gente?”. Vem de uma caminhada, nascida na pequena capela próxima ao Memorial do Imigrante. Ali, desde fevereiro deste ano, surgiu a iniciativa chamada “A PRAÇA”, fruto da parceria entre o SERMIG - Fraternidade da Esperança e os jovens da Paróquia Nossa Senhora Aparecida dos Ferroviários.


A iniciativa d’A PRAÇA nasce como um espaço de encontro da juventude, mas aberto a todos, para a realização de atividades de promoção da vida e de fortalecimento da comunidade. É um percurso que brota da convicção de que “os pequenos podem fazer coisas grandes” realizando gestos e ações que possam estimular em todos a vontade de fazer mais pelo bairro, pela cidade e (por que não?) pelo mundo.

Desde que começou, já foram muitas as atividades realizadas
: além do momento de oração realizado toda quarta-feira às 18h30 (Oração das Vésperas e celebração da Missa), nos encontros de sábado, das 14h30 às 17h, os jovens d’A PRAÇA já se reuniram para limpar o local, fazer triagem de doações e outros gestos de solidariedade a serviço da comunidade, jogar futebol na frente da capela, animar uma vigília para pedir a paz na Síria... Enfim, de tudo um pouco!

Ler mais: A PRAÇA: a gincana foi um sucesso!!!

A PRAÇA: “Saia de casa para brincar com a gente!”

Neste SÁBADO, às 14h30, os amigos d’A PRAÇA* realizam a GINCANA “SAIA DE CASA PARA BRINCAR COM A GENTE!”. Será um momento de integração e confraternização a partir dos “pequenos”, mas visando resgatar o espírito solidário e de comunidade que “faz bem” para todos... Traga seus filhos, sobrinhos, netos e, se puder, 1 kg de alimentos ou um agasalho. Esperamos vocês! ;) Assista ao vídeo-convite dos nossos jovens atores!

GINCANA

Quando: Sábado, 19/10/13
Horário: 14h30 às 17h
Local: na antiga CAPELA DOS FERROVIÁRIOS – Rua Dr. Almeida Lima 750 – Mooca

* A PRAÇA é um espaço de encontro da JUVENTUDE, aberto a todos, para a realização de atividades de promoção da VIDA e fortalecimento da COMUNIDADE. Essas atividades podem ser de diferentes tipos (espiritualidade, esporte, lazer etc.).

Procura ser espaço de FORMAÇÃO de vida para a juventude que vem de todas as realidades do nosso bairro, mas principalmente para os jovens da paróquia que saem da crisma e procuram continuar participando da comunidade.

A PRAÇA é uma iniciativa do SERMIG - Fraternidade da Esperança e dos jovens da Paróquia Nossa Senhora Aparecida dos Ferroviários. Nos encontramos toda QUARTA, às 18h30, para a ORAÇÃO DAS VÉSPERAS e a celebração da MISSA e todo SÁBADO, das 14h30 às 17h, para um momento de ENCONTRO e ATIVIDADE a serviço da comunidade.





Ernesto Olivero encontra FRANCISCO, “Papa esperado”

Hoje, dia 5 de outubro, é uma data particularmente importante para a nossa fraternidade porque é o aniversário de dom Luciano Mendes de Almeida. E, justamente hoje, em nome de toda a Fraternidade da Esperança Ernesto Olivero foi recebido em uma audiência privada pelo Papa Francisco. Contamos esse encontro através da entrevista concedida ao jornal italiano “La Stampa (VaticanInsider)”.

Olivero para Francisco: “Santidade, o senhor é o papa que todos esperávamos”.

O fundador do SERMIG – Fraternidade da Esperança foi recebido esta manhã pelo Papa: “Rezem por mim e continuem na caridade”.
Por Roberta Leone

“Falei para o papa que na oração que lhe demos um novo título: papa ‘esperado’. Sim, porque realmente a humanidade esperava um papa que falasse como ele fala, um papa que agisse como tanta gente espera dele.”
Parece que posso vê-los, Francisco, o papa do sorriso desarmante, e Ernesto Olivero, que fez da “bondade que desarma” o mote de uma vida inteira.
Desde 1964 até hoje o sonho dele e de um grupo de jovens, transformou a velha fábrica de armas de Turim em um Arsenal da Paz. Um “mosteiro metropolitano”, como o chama Olivero.
Uma escola de partilha para qualquer um que bata à porta. No SERMIG (Serviço Missionário Jovens) todos são acolhidos, em casa.

Em 1996 o SERMIG chega a São Paulo, no Brasil, e aquela que era “a casa dos migrantes” destinada aos europeus em quarentena se torna o Arsenal da Esperança para milhares de homens em situação de rua. Em Madaba, na Jordânia, nasce em 2006 o Arsenal do Encontro para crianças e jovens com deficiência, cristãos e muçulmanos.

Esta manhã, no dia seguinte ao da visita a Assis, o pontífice recebeu Olivero em audiência e assinou a imagem de Maria Mãe dos Jovens.

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